Aglomeração fechou avenida de madrugada, som foi apreendido e comércio lacrado em operação de choque
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| Operação em Guarujá dispersou cerca de 700 pessoas em festa clandestina que ocupava a Avenida Tancredo Neves. Foto: Reprodução. |
Uma madrugada de barulho, aglomeração e desordem terminou em ação policial no Guarujá. Aproximadamente 700 pessoas se reuniram em uma festa no meio da rua, na Avenida Tancredo Neves, no bairro Vila Edna, na noite deste domingo (21). O evento improvisado, que tomou conta da via pública, só foi encerrado após uma operação conjunta da Força-Tarefa municipal e da Polícia Militar.
Segundo informações da Prefeitura de Guarujá, os agentes foram acionados por volta da 0h15, quando se depararam com uma multidão que obstruía parcialmente a avenida. O que parecia apenas uma reunião de jovens rapidamente se revelou um verdadeiro baile a céu aberto, com música em alto volume e equipamentos de som profissionais instalados na calçada.
Durante a ação, os fiscais e policiais apreenderam duas caixas acústicas, uma maleta de som e até um paredão — estrutura de grande porte usada para intensificar o volume em festas. O comércio em frente ao qual o evento ocorria também não escapou: autuado por permitir a concentração irregular, acabou fechado no local.
A Prefeitura destacou que, ao fim da operação, a via foi totalmente liberada, restabelecendo o fluxo de veículos e o silêncio da madrugada. A ocorrência reacende o debate sobre festas clandestinas em áreas urbanas, que não apenas perturbam a ordem pública como geram riscos à segurança, ao trânsito e à saúde coletiva.
Legislações municipais e estaduais proíbem a realização de eventos desse porte sem autorização prévia, mas, ainda assim, a prática insiste em se repetir em diferentes pontos do litoral paulista. O caso da Vila Edna reforça a necessidade de fiscalização contínua, já que, sem medidas firmes, a população acaba refém de situações que transformam o espaço público em palco de desordem.


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