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Pastores na mira: operação derruba esquema de golpes que deixou rombo de mais de R$ 263 mil

Polícia cumpre prisões e mandados de busca contra grupo suspeito de fraudes com cartões de crédito em comércio eletrônico; igreja também foi alvo de diligências

Policiais cumpriram mandados de busca e prisão contra suspeitos de integrar esquema de fraudes eletrônicas que causou prejuízo de mais de R$ 263 mil
Policiais cumpriram mandados de busca e prisão contra suspeitos de integrar esquema de fraudes eletrônicas que causou prejuízo de mais de R$ 263 mil. Foto: Divulgação/SSP/SP.

A manhã desta terça-feira amanheceu sob o peso de uma operação policial que atingiu em cheio uma organização suspeita de transformar transações virtuais em uma máquina de golpes. Entre os alvos estão um casal de pastores investigado por participação no esquema. Policiais chegaram a realizar buscas dentro de uma igreja durante a ofensiva.

Batizada de Operação Chargeback, a ação foi desencadeada pela Polícia Civil para desmontar uma estrutura que, segundo as investigações, causou prejuízo superior a R$ 263 mil ao sistema do Mercado Livre e do Mercado Pago. Até o momento, três pessoas foram presas.

A Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão em endereços espalhados pela capital paulista, Guarulhos e São Caetano do Sul. Os trabalhos foram conduzidos pela Delegacia de Crimes Cibernéticos do Deic.

De acordo com a apuração policial, o grupo explorava um mecanismo conhecido como chargeback, utilizado para contestar compras feitas com cartão de crédito. A engrenagem da fraude começava com a criação de links de pagamento que eram enviados a pessoas ligadas à organização.

Após a confirmação das transações, os valores eram rapidamente distribuídos para contas de terceiros. O movimento dificultava o rastreamento do dinheiro. Na sequência, os próprios compradores acionavam as operadoras dos cartões alegando irregularidades nas cobranças e conseguiam o estorno dos valores.

Com o dinheiro já fora do alcance do sistema, o prejuízo acabava recaindo sobre a plataforma.

Somente em dezembro de 2024, os investigadores identificaram 27 operações fraudulentas que geraram perdas superiores a R$ 263 mil. A suspeita é de que a movimentação financeira do grupo seja ainda maior e que novas descobertas surjam durante o avanço das investigações.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e outros crimes que ainda estejam escondidos por trás da trilha digital deixada pelo esquema.


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