Três policiais militares começam a ser julgados pela morte de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, executado com tiros de fuzil no Terminal 2 de Guarulhos

Banco dos réus recebe três policiais militares acusados de participação na execução de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, morto a tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos
Banco dos réus recebe três policiais militares acusados de participação na execução de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, morto a tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Foto: Reprodução.

O caso que expôs uma das execuções mais impactantes dos últimos anos entra, enfim, na fase decisiva da Justiça. Começou nesta segunda-feira (22), no Tribunal do Júri de Guarulhos, o julgamento de três policiais militares acusados de integrar o grupo responsável por matar o corretor de imóveis Antônio Vinícius Lopes Gritzbach dentro da área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo.

A sessão tem previsão de seguir até sexta-feira (26) e deve revisitar, diante dos jurados, um crime que espalhou pânico em um dos locais de maior circulação de passageiros do país.

Segundo a denúncia, Gritzbach foi surpreendido logo após desembarcar de uma viagem. Ao lado da namorada e de seguranças, ele teria sido alvo de dez disparos de fuzil. A violência da emboscada também matou o motorista clandestino de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais e deixou outras duas pessoas feridas.

Sentam no banco dos réus o cabo Denis Antônio Martins, o soldado Ruan Silva Rodrigues e o tenente Fernando Genauro da Silva, todos presos no Presídio Militar Romão Gomes. Para o Ministério Público, Denis e Ruan seriam os autores dos disparos, enquanto Fernando teria dado apoio logístico ao atentado, conduzindo os executores e participando da fuga.

A investigação aponta que imagens de câmeras, registros de GPS, dados de celulares e exames de DNA colocam os três acusados na cena do crime. A acusação sustenta que a execução foi planejada, teve motivo torpe, colocou dezenas de pessoas em risco e utilizou armamento de uso restrito.

Gritzbach havia passado a colaborar com investigações sobre supostas ligações entre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e agentes públicos. Também era citado em apurações envolvendo lavagem de dinheiro por meio do mercado imobiliário e de criptomoedas.

Enquanto o julgamento avança, outros investigados apontados como participantes do plano continuam fora do alcance da Justiça. Parte deles é considerada foragida e possui difusão internacional, mantendo aberto um dos casos criminais mais emblemáticos e complexos dos últimos anos.


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