Polícia investiga uma rede que atraía compradores com ofertas de veículos e outros bens; movimentação suspeita pode superar R$ 2,6 milhões
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| Polícia Civil cumpriu mandados contra suspeitos de aplicar golpes por meio de falsos leilões na internet. Foto: Divulgação/Polícia Civil. |
O dinheiro saía da conta. O bem anunciado não chegava. Nesta quarta-feira (23), cinco pessoas foram presas em uma operação contra um grupo suspeito de espalhar pelo país ao menos 13 sites falsos de leilão.
A ofensiva recebeu o nome de Operação Arremate e reúne as polícias civis do Ceará e de São Paulo. A Justiça decretou a prisão de sete investigados e expediu 24 mandados de busca e apreensão. Cinco pessoas haviam sido detidas no balanço divulgado pela manhã.
O golpe começava na tela. Páginas com aparência de leilão legítimo exibiam veículos e outros bens por valores atraentes. Os interessados faziam pagamentos ou transferências para contas de terceiros usadas pelo grupo. Depois que o dinheiro entrava, os responsáveis sumiam. O arremate era falso.
Os investigadores identificaram 18 vítimas no Ceará. As apurações também alcançam Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Em São Paulo, equipes do Garra e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas participaram da ação.
O rastro financeiro dá a dimensão do caso: relatórios apontam que a rede pode ter movimentado mais de R$ 2,6 milhões. A cifra ainda está sob investigação. Ela indica o volume suspeito de dinheiro movimentado, não um cálculo definitivo do prejuízo das vítimas.
Agora, a polícia tenta identificar quem criava as páginas, quem publicava os anúncios, quem atraía compradores e quem recebia os valores. Os presos e o material apreendido serão encaminhados para os procedimentos da investigação. Para quem pagou, a promessa de uma boa compra acabou sem o bem anunciado e sem o dinheiro transferido.


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