Amanda foi morta dentro da clínica, e a menina de 10 anos sobreviveu; acusado enfrenta julgamento nesta quarta-feira, quase um ano e meio depois do ataque
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| Sargento Samir Carvalho vai a júri em Santos, acusado de matar Amanda Fernandes Carvalho e tentar matar a filha do casal. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, foi morta com três tiros e 51 facadas. A filha, de 10 anos, também foi baleada. Nesta quarta-feira (14), o sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues de Carvalho, acusado pelos dois crimes, senta no banco dos réus e vai a júri popular em Santos. A sessão está marcada para as 9h30, no Fórum da cidade.
O julgamento ocorre quase um ano e meio após o ataque de 7 de maio de 2025. Naquele dia, mãe e filha aguardavam atendimento em uma clínica na Avenida Pinheiro Machado, no Marapé. Amanda não saiu viva. A criança precisou de cirurgia.
Antes dos disparos, houve ameaça de morte e acionamento da polícia. A denúncia descreve que Samir ocultou uma pistola e um punhal, enganou os agentes enviados para atender à ocorrência e conseguiu entrar no consultório onde as vítimas estavam. Os policiais já haviam chegado quando o ataque aconteceu.
A violência não terminou nos tiros. O exame necroscópico registrou 51 ferimentos provocados por faca no corpo de Amanda. A perícia apontou que os disparos antecederam os golpes e que a morte decorreu de hemorragia interna causada pelos ferimentos.
A menina foi atingida nas pernas e em um braço. Sobreviveu depois de seis dias internada.
Samir responde por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado contra a própria filha. A acusação aponta meio cruel, dissimulação, dificuldade de defesa das vítimas e emprego de arma de fogo de uso restrito. Preso em flagrante após o crime, o sargento teve a prisão preventiva mantida.
A família de Amanda decidiu não conceder entrevistas antes da sessão. Agora, o caso chega aos jurados: a morte da mulher e os disparos contra a criança serão examinados no mesmo julgamento.


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