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Feminicídio em Itanhaém expõe brutalidade e falhas no enfrentamento da violência doméstica

Mulher é assassinada de forma cruel, e suspeitas recaem sobre ex-companheiro que já demonstrava comportamento persecutório

Corpo de Silvana Marques foi encontrado em carrinho de mão no Jardim das Palmeiras, em Itanhaém; polícia investiga feminicídio. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Itanhaém amanheceu, no último domingo (21), com mais uma tragédia que escancara a face cruel da violência contra a mulher. Silvana Marques, de 39 anos, mãe de quatro filhas, foi encontrada morta dentro de um carrinho de mão, abandonado próximo à própria casa, no Jardim das Palmeiras, em Itanhaém. A cena macabra rapidamente foi tratada pela Polícia Civil como um caso de feminicídio — crime que, apesar de tipificado, segue avançando de forma assustadora no país.

O corpo foi descoberto por moradores da região, que acionaram a Polícia Militar. A perícia compareceu ao local para coletar indícios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e confirmar a autoria. A ocorrência foi registrada na Delegacia Seccional de Itanhaém, que agora busca localizar o principal suspeito: o ex-companheiro da vítima, um pedreiro que, segundo testemunhas, deixou a cidade às pressas na noite de sexta-feira (19), supostamente em direção a Peruíbe.

Relatos de vizinhos apontam que o homem, inconformado com o fim da relação, vinha perseguindo Silvana, chegando ao ponto de vigiar seus passos de dentro de um carro abandonado próximo à residência. O comportamento obsessivo e controlador, somado ao histórico de episódios violentos, reforça a suspeita de crime motivado por questões de gênero.

Em fevereiro deste ano, a casa de Silvana foi incendiada em circunstâncias suspeitas. Apesar de não haver registros oficiais de ocorrências anteriores de violência doméstica, moradores acreditam que o assassinato foi a culminância de uma escalada de abusos e ameaças. O silêncio burocrático dos boletins de ocorrência não elimina os sinais de um ciclo de violência que, mais uma vez, terminou em morte.

O caso de Itanhaém não é isolado. Ele se soma a tantos outros que revelam uma triste realidade: as mulheres continuam morrendo nas mãos de ex-parceiros que não aceitam o fim das relações. A falta de registros formais de denúncias não pode mais servir de álibi para a ausência de medidas preventivas. A sociedade cobra, e com razão, mecanismos mais eficazes de proteção e fiscalização, sob pena de continuarmos colecionando estatísticas de tragédias anunciadas.

Enquanto isso, quatro filhas enfrentam o vazio deixado pela perda brutal da mãe — uma marca que não se apaga e que deveria servir de alerta para autoridades, legisladores e comunidade sobre a urgência de transformar o combate ao feminicídio em prioridade absoluta.


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