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Morte de jovem por superbactéria revela brechas na assistência e acende alerta sobre riscos do vape

Moradora de São Vicente, Nayara Meng, de 28 anos, passou por três cidades antes de receber diagnóstico definitivo; família aponta demora e descuido no atendimento

Jovem de 28 anos morreu após complicações de uma infecção pulmonar que evoluiu para superbactéria; família denuncia falhas no atendimento. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A morte de Nayara Alves Meng, 28 anos, após quase três meses internada em Santos, reacende o alerta sobre a gravidade das infecções pulmonares e os impactos de um atendimento fragmentado. Moradora de São Vicente, a jovem não resistiu à parada cardíaca na noite de quarta-feira (19), depois de lutar contra uma superbactéria que se desenvolveu em seu pulmão. Dias antes de ser entubada, relatou aos familiares que o uso prolongado de cigarro eletrônico havia prejudicado sua recuperação.

Os primeiros sintomas surgiram em abril, com tosse persistente, febre e dificuldade para respirar. Nayara buscou atendimento no Hospital Municipal de São Vicente, onde recebeu diagnóstico de princípio de pneumonia e alta com antibióticos. Mesmo com a piora, voltou ao local e saiu novamente medicada, desta vez diante da hipótese de tuberculose. Nenhum dos tratamentos resultou em melhora duradoura.

Com o agravamento do quadro, em junho, ela procurou o Pronto-Socorro Central de Praia Grande, sendo internada e posteriormente transferida para o Hospital Irmã Dulce, onde permaneceu por um mês. Uma tomografia revelou uma massa no pulmão, sugerindo abscesso, mas a biópsia inicialmente solicitada acabou suspensa. A drenagem realizada trouxe alívio momentâneo e rendeu alta hospitalar, porém dois dias depois Nayara teve recaída e buscou atendimento na UPA Central de Santos.

Foram dez dias de instabilidade até que ela fosse transferida ao Hospital dos Estivadores, onde recebeu tratamento intensivo. Exames apontaram que a bactéria identificada havia evoluído para uma superbactéria, possivelmente fortalecida pelo uso repetido e alternado de antibióticos ao longo dos meses. A família questiona a condução dos atendimentos anteriores e afirma que falhas no percurso assistencial contribuíram para o agravamento do quadro.

Internada, Nayara passou por nova biópsia e exames para doenças autoimunes, mas o resultado só ficou pronto no dia de sua morte. Entre recaídas e tentativas de estabilização, sofreu uma parada cardíaca no dia 18 de novembro, revertida pela equipe. Na noite seguinte, não resistiu após duas novas reanimações. Segundo a família, ela não tinha histórico de problemas graves e mantinha rotina saudável antes da doença.


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