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Família contesta versão de asfixia e cobra respostas sobre morte de primos em Praia Grande

Parentes e moradores realizaram manifestação até a delegacia; Polícia Civil trata o caso como homicídio e aguarda laudos periciais

Manifestantes caminharam em Praia Grande pedindo justiça pelas mortes dos primos
Manifestantes caminharam em Praia Grande pedindo justiça pelas mortes dos primos. Foto: Reprodução.

Familiares e moradores de Praia Grande, foram às ruas nesta quarta-feira (25) para cobrar esclarecimentos sobre a morte dos primos Henry Miguel Coelho Santana, de 4 anos, e Pedro Henrique Araujo Santana, de 6, encontrados sem vida dentro de um carro no bairro Vila Sônia. A mobilização ocorreu diante da divergência entre a versão inicial apontada pelas autoridades — de morte por asfixia e desidratação — e a percepção da família, que questiona as circunstâncias do caso.

Com balões brancos, cartazes e camisetas com fotos das crianças, o grupo percorreu ruas do bairro até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), na Vila Tupi. Durante o trajeto, manifestantes entoaram pedidos de justiça e relataram apreensão diante da falta de respostas conclusivas. No mesmo dia, a Polícia Civil colheu novos depoimentos de pessoas ligadas ao caso, incluindo os proprietários do veículo onde os corpos foram encontrados, o adolescente que localizou as vítimas e familiares dos meninos.

Após prestar depoimento, a mãe de Henry, Ingrid Coelho Faria, afirmou que a hipótese de asfixia não condiz com o estado em que as crianças foram encontradas. Segundo ela, havia sinais aparentes de lesões, como hematomas e sangramento. A família também questiona a dinâmica do desaparecimento, alegando que o carro já havia sido vistoriado por moradores durante as buscas, sem que as vítimas fossem localizadas naquele momento.

O adolescente responsável por encontrar os corpos relatou que inicialmente acreditou se tratar de um boneco ao avistar uma das crianças no interior do veículo. Ao perceber a gravidade da situação, acionou familiares. A atuação policial no local também foi alvo de questionamentos por parte da família, que aponta limitação no isolamento da área e ausência de buscas ampliadas no entorno.

Outro elemento que ampliou as dúvidas envolve imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação. De acordo com a mãe de uma das vítimas, registros inicialmente considerados como os últimos momentos das crianças foram posteriormente descartados pelos investigadores, após identificação de outras crianças nas imagens.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o caso foi registrado como homicídio e que diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos e identificar possíveis responsáveis. A conclusão dos laudos periciais está prevista para ocorrer em até 30 dias.

O caso segue sob investigação, enquanto familiares mantêm mobilizações e aguardam respostas oficiais que esclareçam as circunstâncias da morte das crianças.

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