Suspeita foi detida na zona sul da capital; investigação já identificou dez vítimas e soma seis prisões desde fevereiro
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| Policiais do DHPP durante cumprimento de mandado na zona sul de São Paulo. Foto: Divulgação/SSP/SP. |
Na manhã desta sexta-feira (20), policiais da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prenderam uma mulher suspeita de envolvimento em exploração sexual infantil. O mandado de prisão temporária e de busca e apreensão foi cumprido na região do Campo Belo, zona sul de São Paulo, durante a terceira fase da operação “Apertem os Cintos”. A ação integra uma investigação que já havia levado à prisão de um piloto de avião, em fevereiro, no Aeroporto de Congonhas, e que revelou a existência de uma rede criminosa voltada ao aliciamento de menores.
Segundo informações da Polícia Civil, a mulher detida nesta sexta-feira atuava no recrutamento de outras mulheres para integrar o esquema e fornecia material pornográfico envolvendo crianças da própria família. Até o momento, nove menores de idade e uma vítima maior foram identificadas como exploradas pela rede. Com a prisão mais recente, o número de envolvidos detidos chega a seis: um homem e cinco mulheres.
A operação “Apertem os Cintos” teve início em outubro de 2025, após meses de investigação. A primeira fase, deflagrada em fevereiro deste ano, resultou na prisão do piloto e na apreensão de provas que sustentaram o aprofundamento das diligências. A segunda fase ocorreu na última semana, no Espírito Santo, onde outra mulher foi presa e duas vítimas foram identificadas, incluindo uma criança de apenas três anos.
Os investigadores seguem em diligências, com interrogatórios e indiciamentos em andamento. Laudos periciais estão sendo elaborados sobre os objetos apreendidos, que incluem dispositivos eletrônicos e materiais de registro, compondo o conjunto probatório do inquérito. A expectativa é que os resultados consolidem a responsabilização dos envolvidos e ampliem a proteção às vítimas já identificadas.
A investigação segue em curso e novas fases da operação não estão descartadas.


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