Promotora de vendas é acusada de dirigir bêbada, abandonar vítima agonizando em carro destruído e criar versão falsa de roubo após tragédia em Diadema
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| Carla Regina de Paula, de 47 anos, foi indiciada por homicídio com dolo eventual após a morte do próprio tio em uma batida na madrugada deste domingo em Diadema. Foto: Divulgação/Polícia Civil. |
Uma curva. Um poste. Um carro destruído no meio da madrugada. E um homem de 63 anos largado para morrer enquanto a própria sobrinha tentava apagar os rastros do que tinha acabado de acontecer.
O caso aconteceu em Diadema neste domingo (24), depois que Carla Regina de Paula, de 47 anos, foi presa em flagrante acusada de provocar a morte do tio, Rubens Pedro de Oliveira, após bater violentamente o veículo que dirigia na Estrada do Rufino. Segundo a investigação, ela estava embriagada, fugiu sem prestar socorro e ainda tentou enganar a polícia com uma falsa história de assalto.
Rubens, serralheiro, estava no banco traseiro quando o carro atingiu o poste. Ele entrou em parada cardiorrespiratória e morreu no local. Uma mulher de 51 anos, que seguia no banco da frente, ficou ferida e presa nas ferragens, mas sobreviveu.
Enquanto policiais militares atendiam a ocorrência, o celular da vítima tocou. Do outro lado da linha, a própria motorista. Carla dizia que o carro tinha sido roubado por criminosos em uma moto. A versão, porém, começou a desmoronar ali mesmo.
Os agentes chamaram a mulher até o local e, mesmo diante do carro destruído, ela insistiu na história do falso roubo. Toda a conversa ficou registrada pelas câmeras corporais dos policiais.
Na delegacia, a pressão aumentou. Testemunhas, a sobrevivente do acidente e os próprios indícios desmontaram a versão apresentada. Só então Carla admitiu que dirigia o veículo no momento da batida.
Os policiais relataram sinais claros de embriaguez: fala desconexa, cheiro forte de álcool, desequilíbrio e comportamento alterado. Ela se recusou a fazer exame de sangue.
Indiciada por homicídio com dolo eventual, embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local, Carla passou por audiência de custódia e acabou liberada. Vai responder ao processo em liberdade.


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