Operação varreu quatro bairros para conter barulho e aglomerações na madrugada; mesmo sem lacração, comboio sinalizou cerco contra a bagunça
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| Agentes de segurança e fiscalização realizam varredura noturna em adegas de Praia Grande para conter perturbação de sossego e aglomerações. Foto: Prefeitura de Praia Grande. |
A madruga que devia ser de descanso virou terreno de incerteza e ruído para quem mora no litoral. Na virada de sábado para domingo, o silêncio da vizinhança falou mais alto e fez a estrutura de segurança da Prefeitura de Praia Grande ir para as ruas.
Em uma investida concentrada, equipes da Guarda Civil Municipal, da fiscalização de trânsito e do meio ambiente montaram um comboio para enquadrar adegas que acumulam reclamações de som alto, lotação nas calçadas e irregularidades operacionais.
O comboio percorreu pontos críticos da cidade com a missão de checar alvarás, horários de portas abertas e a rotina de estabelecimentos apontados por moradores como focos de perturbação do sossego público.
No bairro Boqueirão, os agentes invadiram a noite para vistoriar um dos pontos denunciados, mas o local apresentou a documentação em dia e seguiu aberto dentro das regras. A investida continuou pela Vila Sônia, Ocian e Ribeirópolis, onde outras nove adegas do roteiro já estavam com as portas de aço abaixadas na chegada da operação.
Apesar de nenhum comércio ter sido multado ou lacrado durante as abordagens, o recado das autoridades locais foi direto. O comando da ação destacou que a informalidade no papel é só o começo do problema, funcionando como estopim para a superlotação do espaço público, consumo desenfreado de bebida alcoólica na calçada e a perda do controle sobre a vizinhança.
A presença do efetivo na madrugada expõe a tensão permanente entre a rotina comercial e o direito de quem precisa dormir. A fiscalização promete manter o radar ligado para coibir excessos antes que o portão de casa virar fachada de baile clandestino.


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