Vereador aponta R$ 133 mil repassados a perfis regionais; prestações de contas incluem postagens políticas, e Prefeitura nega ter pago por ataques
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| Rui de Rosis Júnior na Câmara de Santos. O vereador encaminhou ao Ministério Público representações que questionam pagamentos de publicidade municipal a perfis de redes sociais. Foto: Reprodução. |
Na nota, turismo. Nos anexos, disputa política. Processos de pagamento da Prefeitura de Santos incluem publicações favoráveis ao prefeito Rogério Santos (Republicanos) e ao deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSD), além de ataques a opositores. A papelada integra o contrato nº 36/2023, de R$ 9,4 milhões, firmado com a Sempre Propaganda. Duas representações foram encaminhadas ao Ministério Público.
Foi o vereador Rui de Rosis Júnior (PL) quem reuniu as contas. Ele aponta R$ 133 mil repassados em 2025 a cinco titulares de páginas regionais, em 32 notas fiscais. O contrato previa publicidade sobre turismo, economia criativa e empreendedorismo. Num dos processos, a campanha se chama “Visite Santos 2025”; no relatório anexado, aparece um post sobre a popularidade do prefeito.
Outra cobrança, protocolada em janeiro de 2026, traz um relatório de engajamento que destaca a política: o vídeo de crítica ao vereador Alisson Sales (PL) somou 8.965 visualizações; uma publicação sobre o Natal Criativo, 2.453. O documento ainda recomenda intercalar conteúdo institucional com opiniões. Há também anexos sobre a eleição de 2026 e a PEC da Blindagem, com exposição favorável a Paulo Alexandre e negativa à deputada Rosana Valle (PL).
A segunda representação questiona uma proposta para monitorar vereadores e redes de oposição. Também aponta que o custo mensal de serviços digitais passou de R$ 30,8 mil a R$ 110 mil. A Prefeitura nega ter contratado vigilância política ou pago por ataques. Diz que um perfil anexou, por falha, publicações que não eram as peças institucionais autorizadas. A assessoria de Paulo Alexandre afirma não ter participado das contratações nem da escolha do conteúdo.
Rosis pede a apuração dos pagamentos e a avaliação da suspensão de novos repasses. O conteúdo político está nos processos de cobrança; o MP foi chamado a apurar por que entrou ali e o que, de fato, foi pago.

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