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Israel vai às urnas e Netanyahu joga a sobrevivência política com o Irã no retrovisor

País rachado ao meio escolhe hoje os 120 deputados do Knesset; Aliado de Trump tenta se agarrar ao cargo diante de um bloco liderado por general

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, tenta manter o cargo na eleição parlamentar desta terça-feira
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, tenta manter o cargo na eleição parlamentar desta terça-feira. Foto: Reprodução.

Israel foi votar dividido, e o veredito pode derrubar de vez um dos nomes mais longevos da política mundial. Nesta terça-feira, 27, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu encara a eleição que ameaça encerrar sua carreira, com a tensão em torno do Irã pesando sobre cada urna.

Estão em jogo 120 cadeiras do Parlamento. Quem somar 61 escolhe o chefe de governo. Só que governistas e opositores admitem que ninguém deve cantar vitória cedo: a pulverização de partidos empurra o país para uma maratona de negociações, sem final garantido.

De um lado, Netanyahu, do Likud, escorado em Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, parceiros da direita mais dura e integrantes do atual governo. Do outro, o general Gadi Eisenkot, do Yashar, que tem ao lado a coalizão de Naftali Bennett e Yair Lapid, o apoio da esquerda de Yair Golan e o de Avigdor Lieberman, do campo nacionalista. Os partidos árabes Ra'am e Lista Conjunta também devem marchar com ele.

A cobrança que mais pesa tem data: 7 de outubro de 2023. Três anos depois, a oposição diz que o premiê ainda não respondeu pelo ataque do Hamas nem pelos rumos da guerra em Gaza. A equipe de Eisenkot promete que o primeiro ato de um eventual governo será abrir uma comissão estatal de investigação. Um ministro de Netanyahu rebate: o Irã recuou, embora a ameaça não tenha sido eliminada.

Donald Trump entrou na campanha duas vezes em menos de uma semana, pedindo voto no premiê. A influência, porém, parece pequena. Os ultraortodoxos do Shas e do Judaísmo Unido da Torá tendem a ficar com Netanyahu e podem virar fiel da balança.

Uma tendência deve surgir perto da meia-noite em Israel. Mas é improvável que Netanyahu ou Eisenkot cheguem às 61 cadeiras. Depois, cabe ao presidente Isaac Herzog chamar quem terá a missão de montar governo.

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