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Presos na Alesp: Justiça restabelece liberdade a manifestantes contra privatização da Sabesp

 Após prisão polêmica, desembargador determina soltura de ativistas em São Paulo

A soltura dos ativistas Hendryll Luiz Rodrigues de Brito Silva e Lucas Borges Carvente marca um capítulo significativo na resistência contra a privatização da Sabesp.


Em uma reviravolta marcante no cenário político e social paulista, a Justiça concedeu a liberdade a dois manifestantes detidos desde 6 de dezembro em decorrência de protestos contra a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A decisão, emanada do gabinete do desembargador Otávio de Almeida Toledo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, repercutiu no meio jurídico e ativista.

Hendryll Luiz Rodrigues de Brito Silva, estudante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante do Movimento Correnteza, e o professor Lucas Borges Carvente, do Movimento Luta de Classes, foram detidos após participarem de um protesto na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) durante a votação sobre a privatização da Sabesp. Em audiência de custódia, suas prisões em flagrante, inicialmente motivadas por danos a móveis da Alesp, foram convertidas em prisões preventivas, mantendo-os sob custódia desde então. A defesa sustentava a ilegalidade da prisão.

O desembargador responsável pela decisão destacou a ficha imaculada dos manifestantes, ressaltando que ambos não possuíam qualquer registro de inquérito policial. Em sua análise, enfatizou a ausência de indícios concretos que apontassem risco à ordem pública caso fossem liberados para responder ao processo em liberdade, especialmente com as medidas cautelares solicitadas pelos próprios impetrantes.

Além de Hendryll e Lucas, Vivian Mendes da Silva, presidente estadual da organização Unidade Popular, e o metroviário Ricardo Senese, do Movimento Luta de Classes, também foram detidos durante o mesmo protesto. Entretanto, a Justiça já havia concedido liberdade provisória a esses ativistas.

Os manifestantes, por meio de uma nota, anunciaram que se pronunciarão em uma entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (13). O desfecho desse caso ganha contornos de relevância não apenas no âmbito judicial, mas também no debate sobre o direito à manifestação e o papel do ativismo em meio às discussões sobre privatizações de empresas públicas.



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