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Praia Grande vê servidores pararem e pressão explode por reajuste maior

Com salários defasados, benefícios considerados insuficientes e falta de avanço nas negociações, categoria cruza os braços por uma semana e leva o impasse ao TJ

Servidores municipais de Praia Grande foram às ruas para cobrar reajuste maior, melhores benefícios e valorização diante de um impasse que agora chega à Justiça
Servidores municipais de Praia Grande foram às ruas para cobrar reajuste maior, melhores benefícios e valorização diante de um impasse que agora chega à Justiça. Foto: Reprodução/Sindicato Praia Grande.

Praia Grande amanheceu com a máquina pública sob tensão. Cansados de esperar por uma resposta que considerem minimamente justa, servidores municipais iniciaram uma paralisação de uma semana e jogaram luz sobre um problema que vinha se arrastando longe dos holofotes: a revolta de uma categoria que diz ter chegado ao limite.

A decisão de cruzar os braços começou a valer na sexta-feira (17), após convocação do sindicato. Nas ruas, o recado foi direto, sem rodeio e sem margem para dúvida. Entre cartazes e manifestações, os trabalhadores cobraram reajuste salarial de 6,5%, aumento do cartão-alimentação para R$ 930,55, além de plano de carreira e mudanças no atendimento de saúde aos aposentados.

Do outro lado, a administração municipal sustenta a proposta já aprovada pela Câmara: reajuste de 4,5% nos salários e correção de 5% no cartão-alimentação, que passou para R$ 819,00. A diferença entre o que foi concedido e o que é reivindicado escancarou o tamanho do desgaste.

O embate não envolve apenas números no contracheque. A paralisação expõe o mal-estar de quem sustenta o funcionamento diário da cidade, da saúde à educação, da limpeza urbana ao atendimento direto à população, e agora resolveu interromper a rotina para cobrar valorização. Quando esse setor para, o impacto deixa de ser interno e passa a bater na porta de toda a cidade.

A greve deve seguir até a próxima sexta-feira (24), data marcada para audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de São Paulo. Depois disso, os trabalhadores vão se reunir em assembleia para definir os próximos passos. Se não houver avanço real, o confronto tende a subir de tom e ampliar um cenário que já mistura desgaste institucional, pressão nas ruas e serviços públicos ameaçados por um impasse que a Prefeitura não conseguiu desarmar.


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