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Praia Grande caminha para greve e escancara revolta de servidores contra reajuste aprovado na Câmara

Paralisação começa à meia-noite de sexta-feira e expõe o tamanho do desgaste após aumento de 4,5% e vale-alimentação abaixo do que a categoria exigia

Servidores de Praia Grande apertam o cerco por reajuste maior e empurram a cidade para uma greve que escancara o tamanho da insatisfação no funcionalismo
Servidores de Praia Grande apertam o cerco por reajuste maior e empurram a cidade para uma greve que escancara o tamanho da insatisfação no funcionalismo. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Praia Grande entra em contagem regressiva para uma greve por tempo indeterminado dos servidores municipais. A paralisação foi aprovada em assembleia realizada diante da Câmara e começará à zero hora de sexta-feira (17), num movimento que joga luz sobre a insatisfação de quem viu passar, no plenário, um reajuste considerado insuficiente para ativos, aposentados e pensionistas.

O estopim foi a aprovação do projeto que fixou em 4,5% a correção salarial. Para a categoria, o índice não fecha a conta. A reivindicação era de 6,5%. No vale-alimentação, a distância entre o pedido e o que saiu do papel também aumentou a temperatura. Os trabalhadores queriam R$ 930,55, mas o texto aprovado elevou o benefício em 5%, levando o valor a R$ 819,00.

A decisão de cruzar os braços não será imediata por exigência legal. O sindicato precisou comunicar formalmente o governo com 48 horas de antecedência, como determina a legislação que regula o direito de greve. Ainda assim, o movimento já nasce sob restrição. Uma liminar obtida pela Administração obriga a manutenção de 70% do efetivo em atividade, o que impede uma paralisação total.

Mesmo assim, o recado político e administrativo foi dado em voz alta. A sessão foi acompanhada por servidores nas galerias da Câmara, em um ambiente de pressão e descontentamento. Só três vereadores votaram contra o projeto aprovado.

A categoria afirma que a pauta não se resume ao salário e ao cartão-alimentação. Também cobra avanço em plano de carreira e atendimento de saúde para aposentados. Do outro lado, a Prefeitura sustenta que o reajuste supera a inflação oficial dos 12 meses anteriores e diz que a proposta foi fechada após análise do impacto financeiro, dentro dos limites da responsabilidade fiscal.

Com 12,7 mil servidores ativos e 2,6 mil aposentados e pensionistas, Praia Grande vê crescer uma crise que já saiu do discurso e agora ameaça atingir o funcionamento da máquina pública.


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*Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização prévia do editor. Lei nº 9610/98*

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