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Protesto inusitado: rato morto é lançado no plenário após aprovação de empréstimo de R$ 130 milhões em Mongaguá

Protesto explosivo marcou sessão da Câmara logo depois da liberação de financiamento milionário para a Prefeitura; cena provocou tensão

Momento de tensão marcou a sessão da Câmara de Mongaguá após a aprovação do empréstimo de R$ 130 milhões para a Prefeitura
Momento de tensão marcou a sessão da Câmara de Mongaguá após a aprovação do empréstimo de R$ 130 milhões para a Prefeitura. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A votação já havia terminado. O empréstimo de R$ 130 milhões estava aprovado. Mas o que aconteceu em seguida transformou a sessão da Câmara de Mongaguá em um dos episódios mais turbulentos do debate político recente na cidade.

Logo após o placar de oito votos favoráveis e três contrários ao Projeto de Lei nº 55/2026, uma mulher identificada como Dra. Márcia lançou um rato morto dentro do plenário. O gesto ocorreu em meio às críticas que ela faz à administração municipal e ao aumento do endividamento da cidade.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-candidata à Prefeitura afirmou que o animal havia sido encontrado já sem vida na faixa de areia do município. Durante a gravação, ela associou o rato ao que considera problemas na gestão dos recursos públicos e questionou a decisão dos vereadores de autorizarem a operação de crédito.

A cena aconteceu em um momento de forte discussão sobre o futuro financeiro da cidade. A proposta, posteriormente sancionada pela prefeita Cristina Wiazowski (PP), permite que a Prefeitura contrate junto ao Banco do Brasil um financiamento de até R$ 130 milhões, com garantia da União.

Pela legislação aprovada, os recursos deverão ser destinados a obras, serviços e programas públicos. Entre as prioridades estão pavimentação, recapeamento, drenagem, saneamento e projetos de infraestrutura urbana. O texto também abre caminho para investimentos em áreas como saúde, educação, turismo, assistência social, cultura, meio ambiente e modernização da máquina pública.

O pagamento da operação está previsto para ocorrer ao longo de 15 anos, com prazo de carência de 12 meses antes do início da amortização da dívida.

Enquanto a lei já está em vigor, o episódio do rato morto continua repercutindo e evidencia o tamanho da disputa política em torno de um dos maiores financiamentos já autorizados para o município.


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