Ação em dois pontos de Santos encontrou barricadas, drogas, lança-perfume, rádios, celulares e cadernos do tráfico depois de equipes serem recebidas a bala
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| Barricadas, tiros e droga apreendida: a operação na Zona Noroeste expôs a rotina de tensão em área marcada pela presença do crime organizado. Foto: Divulgação/Polícia Militar. |
O que era para ser uma operação de apoio técnico virou cenário de confronto na Zona Noroeste de Santos. Policiais militares foram recebidos a tiros ao entrarem nos caminhos São José e São Sebastião, em uma ação contra o crime organizado realizada na segunda-feira (13).
As equipes atuavam em apoio ao Instituto de Criminalística de Santos quando encontraram, logo na entrada, sinais claros do domínio criminoso na área: barricadas espalhadas para travar o avanço policial e dificultar qualquer ação do Estado. O recado era direto. A resposta veio também na bala.
No Caminho São José, um homem armado atirou contra os policiais e fugiu em seguida. Na varredura feita depois do ataque, os agentes localizaram mochilas carregadas com material ligado ao tráfico. Havia grande quantidade de entorpecentes, um galão e bisnagas de lança-perfume, além de celulares, rádio comunicador e cadernos com anotações da contabilidade criminosa.
Ao mesmo tempo, no Caminho São Sebastião, outras equipes também entraram sob fogo. Criminosos armados dispararam contra os policiais e escaparam. Depois da fuga, os militares encontraram mais drogas, rádio comunicadores, balança de precisão, dinheiro em espécie e outros itens usados na estrutura do tráfico.
O saldo da operação escancara o tamanho da engrenagem montada na região. Foram apreendidos um galão e 24 bisnagas de lança-perfume, 260 eppendorfs de cocaína, 20 pedras de crack, 122 porções de maconha, dois rádios comunicadores com uma base, dois celulares, uma balança de precisão, quatro cadernetas com a contabilidade do tráfico e R$ 125 em espécie.
A operação terminou com material recolhido, mas também com um retrato duro: em certos trechos da cidade, a presença policial ainda é recebida como invasão em território sitiado pelo crime.


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