Vídeos gravados por testemunhas mostram a ação dura contra o servidor, que diz ter se identificado e mesmo assim foi derrubado à força; óculos foram quebrados
![]() |
| Abordagem violenta em Guarulhos: policial penal é tirado do carro à força e jogado no chão durante ação de PMs e GCM. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
A cena é brutal e direta: um policial penal acaba arrancado do carro e lançado no chão durante uma abordagem feita por policiais militares e agentes da Guarda Civil Municipal em Guarulhos, na Grande São Paulo. As imagens, gravadas por testemunhas, registram o momento em que a ação sai do controle e transforma a rua em palco de violência.
O episódio aconteceu na sexta-feira (10), na Avenida Tiradentes, no Jardim Bom Clima. A vítima, que preferiu não ter o nome divulgado, trabalha na Penitenciária II “Desembargador Adriano Marrey” e estava de licença-prêmio no momento em que foi parada.
Segundo o relato do policial penal, ele abaixou o vidro, ergueu as mãos e chegou a se identificar. Ainda assim, afirma que foi ignorado pelos agentes que faziam a abordagem. Nas imagens, ele aparece sendo retirado à força do veículo e jogado ao chão.
Em meio à confusão, o carro, parado em uma descida, continua em movimento e precisa ser contido por um dos próprios policiais militares. O detalhe expõe o nível de tensão e desorganização de uma abordagem que, além da agressividade, por pouco não termina em um problema ainda maior.
O policial penal teve os óculos quebrados e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O caso abriu mais uma frente de desgaste em uma ocorrência que já circula em vídeo e levanta questionamentos sobre a conduta adotada na rua.
De acordo com o sindicato da categoria, além de um primeiro boletim de ocorrência, a vítima pretende registrar um novo B.O. e formalizou denúncia na Ouvidoria da Polícia. O caso agora avança para além do asfalto e entra no terreno em que as imagens falam por si.
Entidades como o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP) e a ANPPEN repudiaram a ação, classificando-a como truculenta e desproporcional. O caso reacendeu debates sobre a falta de uma identidade funcional padronizada para policiais penais em São Paulo e possíveis falhas de protocolo entre diferentes forças de segurança.

#Guarulhos #PolicialPenal #PM #GCM #Abordagem #ViolenciaPolicial #SegurancaPublica #GrandeSaoPaulo #Ocorrencia #JardimBomClima #BaixadaSantista
*Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização prévia do editor. Lei nº 9610/98*

0 Comentários