Operação Argento desmascara esquema milionário envolvendo a dançarina e um dos maiores tráficantes de drogas do Brasil
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| Documentos e bens apreendidos pela Operação Argento expõem o luxo financiado pelo tráfico. |
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresentou uma denúncia bombástica que envolve a ex-Bailarina do Faustão, Natacha Horana, em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico de drogas. Segundo as investigações, conduzidas no âmbito da Operação Argento, a dançarina teria atuado diretamente para ocultar recursos provenientes das atividades criminosas lideradas por Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Prateado.
Natacha foi presa preventivamente em novembro, em uma ação que abalou tanto o meio artístico quanto o mundo do crime organizado. De acordo com o MPRN, ela desempenhava um papel crucial no esquema, utilizando suas próprias contas bancárias e seu nome para movimentar grandes quantias, adquirir bens de luxo e registrar propriedades e veículos. A estratégia visava mascarar a origem dos valores milionários obtidos ilicitamente.
Os promotores detalham que a dançarina foi denunciada 26 vezes por crimes de lavagem de dinheiro e integração em organização criminosa. A investigação revelou que sua relação com Prateado ia além de um vínculo eventual, indicando um elo constante e ativo nas operações financeiras.
Documentos obtidos sugerem que Natacha não possuía rendimentos compatíveis para justificar as aquisições vultosas, como imóveis e automóveis de alto valor. Para os investigadores, ela funcionava como uma "laranja", instrumentalizada para camuflar os rendimentos do tráfico. Além disso, há indícios de que Horana não apenas emprestava seu nome, mas também gerenciava parte do patrimônio em benefício da organização criminosa.
Prateado, apontado como chefe do esquema, é uma figura já bem conhecida pelas autoridades. Seu nome aparece em diversas investigações relacionadas ao tráfico de drogas em larga escala, consolidando sua reputação como um dos maiores tráficores do país.
Deflagrada em novembro, a Operação Argento teve como objetivo desarticular uma organização criminosa complexa e bem estruturada, cuja principal atividade era o tráfico de drogas. A prisão de Natacha Horana foi um dos pontos altos da ação, que também resultou em apreensões de documentos, bens de luxo e contas bancárias ligadas ao esquema.
Embora o MPRN tenha apresentado provas robustas, a defesa de Natacha refuta a peça acusatória, alegando que a acusação não procede. A investigação segue em andamento, e novas revelações podem emergir a qualquer momento, conforme os promotores aprofundam a análise dos materiais apreendidos.
O caso levanta questões graves sobre a infiltração de atividades criminosas em ámbitos sociais e culturais aparentemente distantes do crime organizado. A imagem de Natacha Horana, até então associada à fama e às luzes do palco, contrasta dramaticamente com as acusações que agora pesam sobre ela.


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