Segundo a SSP, motorista de 24 anos arrebentou o portão do motel, avançou sinais, subiu em calçadas e colidiu com dois carros; ela apresentava sinais de embriaguez
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| Portão do estabelecimento danificado após a fuga; perseguição terminou quando o carro da suspeita colidiu com dois veículos parados no semáforo, no Butantã (SP). Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
Uma ocorrência que começou como “check-out sem cartão” terminou como roteiro de perseguição urbana na manhã desta segunda-feira (10), no Butantã, Zona Oeste de São Paulo. Uma mulher de 24 anos foi presa em flagrante após, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), tentar sair de um motel na Avenida Vital Brasil sem pagar e transformar vias movimentadas em uma espécie de pista de testes para imprudência.
De acordo com funcionários do estabelecimento, a cliente, ao ser cobrada, recusou-se a descer do veículo. Engatou a marcha à ré e quase atingiu o pé de um policial que fazia a abordagem. Na sequência, acelerou contra um trabalhador do motel — que não foi atingido — e contra o portão do local, que cedeu com o impacto. O “check-out”, enfim, aconteceu: pelo lado errado do portão.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o instante em que o veículo rompe a estrutura. A partir daí, veio a fuga em alta velocidade pelas ruas do entorno. Conforme a Polícia Militar, a motorista desrespeitou sinais vermelhos, trafegou pela contramão, invadiu calçadas e colocou pedestres e outros motoristas em risco — um itinerário em que o GPS da razão foi desligado e o da temeridade recalculou rota para o pior cenário.
A perseguição terminou quando o carro dirigido pela jovem atingiu dois veículos que aguardavam o verde no semáforo. A suspeita foi detida logo depois. Com ela, além dos danos materiais, um inventário de infrações capaz de lotar um boletim de ocorrência: embriaguez ao volante, velocidade incompatível com a segurança viária, dano, perigo para a vida ou saúde de outrem e resistência.
Conduzida ao 14º Distrito Policial (Pinheiros), ela apresentava sinais de embriaguez e foi submetida a exame pericial. Após os procedimentos, permaneceu presa e à disposição da Justiça.
Para que fique claro; Não houve “aventura” cinematográfica — apenas uma sequência de decisões que, por centímetros e segundos, não resultaram em tragédia. Humor negro à parte, o portão arrebentado é o menor dano quando se despreza o que há do outro lado: vidas.
Para além da responsabilização penal e administrativa, a ocorrência reforça a urgência do óbvio: respeito às regras básicas de convivência nas ruas. A liberdade de dirigir termina exatamente onde começam os direitos de quem atravessa a pé, aguarda no semáforo ou simplesmente volta para casa — com ou sem recibo do motel.


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