Homem se passou por policial civil, ameaçou atirar em PMs e só se rendeu após longa negociação; arma usada no crime estava com numeração raspada
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| Equipes da Polícia Militar realizaram uma negociação tensa durante ocorrência de cárcere privado no bairro Tupi, em Praia Grande; homem foi preso após render-se. Foto: Divulgação/Polícia Militar. |
O que deveria ser um retorno tranquilo ao lar se transformou em um pesadelo para uma mulher no bairro Tupi, em Praia Grande, neste domingo. Um personal trainer, profissional que ironicamente deveria zelar pela saúde, protagonizou um episódio de violência extrema, mantendo a própria companheira em cárcere privado e sob ameaça de morte.
Segundo as autoridades, o drama começou após uma discussão do casal na noite anterior. A vítima, para evitar novos conflitos, decidiu passar a noite em um hotel. Contudo, ao retornar ao apartamento pela manhã, foi surpreendida e trancada pelo marido. Ele exigia dinheiro para libertá-la, proferindo ameaças de que ela "só sairia viva" se transferisse uma quantia que possuía em sua conta.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao condomínio, encontrou um cenário de alta tensão. O personal trainer recebeu os agentes de forma agressiva, mentiu ser policial civil e ameaçou atirar caso os PMs tentassem invadir o imóvel.
A gravidade da situação exigiu reforços, incluindo o Comando de Grupo Patrulha e o uso de escudo balístico. Uma negociação tensa se iniciou. A prioridade da equipe foi resgatar a vítima em segurança, o que, após vários minutos, foi realizado com sucesso.
Ao perceber o grande número de viaturas cercando o local, o agressor mudou o discurso. Alegou estar "em surto" e declarou que "iria morrer". Pouco depois, decidiu se render e entregou o revólver calibre .32 que usava, que estava com a numeração suprimida e seis munições intactas.
A calma, porém, durou pouco. Durante o trajeto até a viatura, o homem resistiu ativamente à prisão, entrando em luta corporal com os policiais. Foi necessário o uso de uma arma Taser (de incapacitação neuromuscular) para contê-lo.
Após breve atendimento médico no pronto-socorro, o personal trainer foi levado à Central de Polícia Judiciária. O delegado de plantão ratificou a prisão diante da extensa lista de crimes: ameaça, violência doméstica, porte ilegal de arma, sequestro, cárcere privado, injúria, simulação de função pública e ameaça contra os policiais. O homem permanece detido à disposição da Justiça.


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