Em Praia Grande, acompanhante relata exigência de chamado da loja e sugestão de embarque na chuva; pedidos de resposta serão encaminhados ao município e à central da rede
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| Duas scooters elétricas ocupam a área zebrada junto ao automóvel na vaga reservada do Assaí Vila Mirim, em Praia Grande. Foto: Alberto Presecatan. |
Duas scooters bloquearam o embarque de uma mulher em cadeira de rodas no Assaí Vila Mirim, em Praia Grande. O marido pediu intervenção da fiscalização. Segundo ele, a agente respondeu que a solicitação deveria partir do supermercado. Depois, sugeriu que desse ré para embarcar a esposa na chuva.
O episódio ocorreu na sexta-feira (2). O automóvel estava na vaga reservada, com a credencial municipal visível, conforme o acompanhante. A mulher tem uma doença neuromuscular incurável. A fotografia mostra os veículos sobre a área zebrada, junto à lateral do carro.
Depois das compras, o marido procurou o segurança e correu, na chuva, até uma viatura indicada pelo funcionário. Diz que a servidora estava ao telefone e baixou parcialmente o vidro para atendê-lo. A exigência de solicitação pelo mercado teria sido justificada por uma ordem superior.
Ele recusou a manobra e insistiu na liberação da passagem. Também afirma que a agente não conferiu sua autorização para utilizar a vaga, a documentação do automóvel ou sua habilitação.
Quando a servidora chegou ao local, dois jovens apareceram. Um colocou a chave na scooter. O acompanhante a retirou do contato, por acreditar que os rapazes sairiam antes de uma inspeção. Afirma ter sido ameaçado por um dos jovens. A agente mandou que não tocasse no veículo e solicitou apoio por haver um “cidadão alterado”.
Vieram várias viaturas, algumas na contramão, segundo seu relato. Um dos jovens informou ter 16 anos. Ambos disseram estar sem os documentos dos veículos e foram liberados. O marido afirma não ter presenciado advertência.
O acompanhante, jornalista responsável por esta publicação, elogia a educação dos demais agentes. Mas registra outra fala: diz ter ouvido de um deles que não deveria se importar porque a colega “era assim mesmo”. Considera o atendimento ofensivo, marcado por má vontade e descaso, e cobra apuração de possível prevaricação.
A gerência também será questionada. Fontes da unidade confirmaram ao cliente que o gerente mandou funcionários procurar os donos das scooters, em vez de solicitar apoio oficial. Frequentador quase diário daquele comércio há cerca de 20 anos, segundo declara, ele denuncia bagunça, desorganização e queda na qualidade sob a atual gestão.
Serão encaminhados pedidos de resposta à Prefeitura e à central do Assaí. A cobrança inclui a identificação e o fundamento da alegada ordem superior, os critérios do atendimento e a decisão da gerência. As respostas e eventuais providências serão acompanhadas em novas reportagens.
O jornalista reafirma seu respeito pelo trabalho dos bons servidores e a disposição de cobrar falhas. À Prefeitura, fica uma pergunta concreta: quem determinou que o pedido de um cidadão dependia de um chamado do supermercado?
Ao menos neste aniversário, o Assaí não tem muito o que comemorar.

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