Denúncia de boca de urna levou policiais a dois homens armados diante de uma escola; audiência de custódia do CAC está prevista para esta segunda-feira (5)
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| Fachada da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, em Vicente de Carvalho, Guarujá; dois homens foram abordados armados nas imediações durante a votação de domingo (4). Foto: Reprodução. |
Duas pistolas e 70 munições diante de uma escola de votação. A abordagem em Guarujá, na manhã de domingo (4), terminou com um CAC preso e um sargento reformado da Polícia Militar liberado. Nesta segunda-feira (5), a prisão do CAC será examinada em audiência de custódia.
A ocorrência aconteceu na Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, em Vicente de Carvalho. Policiais foram verificar uma denúncia de boca de urna e encontraram José Carlos de Oliveira, de 55 anos, com uma pistola .380 carregada com 18 munições.
O sargento negou fazer boca de urna e afirmou que aguardava para votar. Sem material de campanha que confirmasse a denúncia, foi liberado. Sua conduta será investigada.
Adriano Gonçalves Lourenço, de 48 anos, aproximou-se dizendo ser amigo do policial. Durante a identificação, apareceu a pistola 9 mm na cintura. Com 52 munições, ele acabou autuado por porte ilegal de arma de uso restrito.
Para os CACs — colecionadores, atiradores e caçadores —, o transporte de armas e munições está proibido em todo o território nacional entre 3 e 5 de outubro. A restrição cobre a véspera da eleição, o domingo de votação e esta segunda-feira.
Na audiência, o juiz avaliará a legalidade da prisão e a necessidade de manter Lourenço sob custódia. Poderá decretar a prisão preventiva ou conceder liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares.
Essa decisão não encerra o processo nem representa uma condenação. A audiência serve para controlar a prisão e verificar as condições em que ela ocorreu, inclusive eventuais irregularidades. O flagrante já levou o CAC à cadeia. Agora, sua permanência atrás das grades depende da decisão judicial.


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