Prefeitura afirma que repasses à terceirizada estão em dia e diz ter notificado a empresa responsável pelos serviços
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| Unidades dos Caps em São Vicente seguem com atendimentos, mas médicos denunciam salários atrasados e avaliam paralisação. Foto: Prefeitura de São Vicente. |
Médicos que atuam nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), de São Vicente, relatam estar sem receber há três meses e avisaram formalmente à Administração Municipal sobre a possibilidade de paralisação. Os profissionais são vinculados à TL2 Serviços Médicos e Terceirizados Ltda., contratada para atender nas unidades Mater, Rio Branco, AD, Infantil e Stamato.
De acordo com os médicos, os pagamentos referentes a julho, agosto e setembro não foram efetuados. Ao final de outubro, o grupo protocolou um comunicado de greve, alertando para o impacto no atendimento de pacientes em saúde mental. Um dos profissionais ouvidos pela reportagem afirmou que cada psiquiatra acompanha, em média, cerca de 80 pessoas por semana, e que uma interrupção poderia comprometer consultas e acesso à medicação.
O impasse, segundo os relatos, envolve divergências entre a Prefeitura e a empresa terceirizada sobre a responsabilidade pelos atrasos. Enquanto os médicos dizem ouvir da Administração que os repasses municipais foram feitos, a empresa sustentaria não ter recebido os valores.
Em nota, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), informou que está cumprindo os prazos contratuais de repasse à TL2 e que notificou a empresa sobre a situação. A Administração acrescentou que, caso haja descumprimento de jornada pelos profissionais terceirizados, procederá à substituição imediata, e afirmou que os atendimentos nos Caps seguem ocorrendo normalmente.
A dificuldade de pagamento não é inédita no município. Em maio deste ano, médicos de hospitais públicos e dos próprios Caps relataram atrasos salariais. Na ocasião, a Prefeitura também afirmou que as transferências às empresas responsáveis estavam regulares.
A possibilidade de greve mantém em alerta usuários e familiares atendidos pela rede de saúde mental de São Vicente. Enquanto a TL2 e o poder público discutem responsabilidades, os profissionais reivindicam a regularização dos vencimentos e a continuidade do atendimento sem interrupções.


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