Encontro reuniu dirigentes, torcidas organizadas e ex-presidentes; clube acena com treino aberto no CT Rei Pelé e redução de ingressos para mobilizar a torcida
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| Reunião na Vila Belmiro alinhou “trégua”, treino aberto e ingressos mais baratos para tentar empurrar o Santos na reta final do Brasileiro. Foto: Divulgação/Santos FC. |
A Vila Belmiro foi palco, na última terça-feira (4), de uma reunião tensa e decisiva comandada pelo presidente do Santos, Marcelo Teixeira. Diante do risco real de um segundo rebaixamento na história do clube, ele pediu uma “trégua” interna e apoio incondicional nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro, em um gesto que evidencia o nível de pressão que cerca o elenco e a diretoria.
Entre os cerca de 60 presentes estiveram nomes conhecidos da política alvinegra, como o ex-presidente Orlando Rollo e os ex-candidatos Rodrigo Marino e Maurício Maruca, além do assessor especial Júnior Bozzella e de Marcelinho Teixeira. A conversa, que se estendeu por aproximadamente duas horas, buscou alinhar estratégias emergenciais para um time que enfrenta adversários de peso, como Palmeiras e Flamengo, com a tabela apertando e a margem de erro perto de zero.
De acordo com relatos divulgados pela imprensa local, a diretoria pretende instituir uma comissão para tratar de medidas imediatas e reduzir ruídos internos. Entre as propostas debatidas, ganharam força um treino aberto no CT Rei Pelé — para aproximar o torcedor da equipe — e a revisão dos preços de ingressos, de 160 para 120 reais, como tentativa de encher as arquibancadas e transformar apoio em pontos.
Coube a alguns representantes de torcidas organizadas cobrar uma postura mais combativa em campo, sob a avaliação de que o potencial do elenco está aquém do que se vê nas partidas. Teixeira, por sua vez, assegurou união no vestiário e salários em dia, um recado que visa isolar o time das turbulências políticas e concentrar foco na bola rolando.
Também foi citada a necessidade de presença mais próxima de Léo, responsável pela transição entre base e profissional, no cotidiano do grupo dirigido por Vojvoda. A ideia é fortalecer a ponte com a formação de atletas e criar soluções dentro do próprio clube, em um momento em que o relógio corre e o Santos precisa reagir já.
Medidas de impacto comunicam disposição, mas serão os 90 minutos que dirão se a trégua proposta conseguirá virar combustível. No gramado, cada dividida passa a valer como decisão — e qualquer distração pode custar caro.


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