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Poço das Antas: Rigor nas regras tenta conter impactos do turismo predatório em Mongaguá

Novas medidas administrativas estabelecem multas que superam os 3,4 mil reais para visitantes que desrespeitarem as proibições de acesso e conduta no parque

Visitantes aproveitam as áreas de gramado e os espelhos d’água do Poço das Antas, cenário agora sob nova e rígida regulamentação municipal. Foto: Divulgação/Prefeitura de Mongaguá.

O equilíbrio entre o lazer de massa e a preservação ambiental volta ao centro do debate em Mongaguá com a implementação do Decreto Municipal 7.972/2025. Diante do fluxo intenso de banhistas na temporada de Verão 2025/2026, a administração municipal endureceu a fiscalização no Poço das Antas, um dos patrimônios naturais mais visitados da Baixada Santista. A estratégia foca no bolso do cidadão, estipulando penalidades financeiras severas para quem ignorar as normas de convivência e conservação.

As sanções são divididas por gravidade. O descumprimento básico das regras gera multa de 2.305,20 reais. Caso o visitante realize atividades não autorizadas ou comprometa a higiene do local, o valor sobe para 2.689,40 reais. O teto da punição atinge 3.457,80 reais para casos de resistência à fiscalização ou desacato aos agentes públicos. O rigor sinaliza uma tentativa da prefeitura de retomar o controle sobre a ordem pública em uma área historicamente pressionada pelo excesso de resíduos e conflitos de uso.

A lista de restrições é extensa e impacta diretamente os hábitos tradicionais de lazer. É proibida a entrada com alimentos, qualquer tipo de bebida, coolers, isopores e materiais cortantes ou de vidro. A gestão justifica que a medida visa mitigar a degradação ambiental e evitar o descarte irregular de lixo, além de fomentar o comércio interno regularizado. Itens irregulares serão apreendidos e podem ser destinados ao Fundo Social de Solidariedade caso as taxas de retirada não sejam quitadas.

Embora as normas busquem a segurança e a sustentabilidade baseadas na Lei de Crimes Ambientais, o modelo de gestão levanta questões sobre a acessibilidade e o custo do lazer público. Somando-se ao valor do ingresso de 15 reais e taxas de estacionamento que chegam a 40 reais para carros, o Poço das Antas caminha para um perfil de visitação mais controlado e oneroso, onde o rigor da lei se torna a ferramenta principal para ordenar o comportamento do turista.


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