Soldado prestava apoio a outra ocorrência quando escorregou no asfalto e foi atingido por motociclistas que desobedeceram ordem de parada
![]() |
| Imagem borrada registra o momento em que o policial perde o equilíbrio, cai na via e é atropelado pelo grupo de motociclistas. Foto: Reprodução/Câmera de Segurança. |
A madrugada de domingo foi marcada por mais um episódio trágico envolvendo a combinação de imprudência no trânsito e desrespeito à autoridade policial na capital paulista. O soldado da Polícia Militar Lucas Lopes Bernardo morreu após ser atropelado por um grupo de motociclistas enquanto atuava em uma ocorrência na Avenida Inajar de Souza, no Jardim Peri, zona norte de São Paulo.
Segundo o registro policial, a equipe do soldado havia estacionado a viatura para prestar apoio a outros PMs que realizavam a abordagem de um veículo em atitude suspeita, que trafegava pela contramão. Enquanto o local era sinalizado para garantir a segurança da ação, Lucas percebeu a aproximação de um grupo de motos, conhecido popularmente como “bonde”, vindo de um baile funk.
Esses grupos, conforme descrito pela própria Polícia, costumam circular de forma irregular, muitas vezes com motocicletas sem placa, sem equipamentos de segurança e em flagrante desrespeito às normas de trânsito. Ao tentar sinalizar para que os motociclistas reduzissem a velocidade e parassem, o soldado não foi obedecido.
Na tentativa de se afastar da trajetória das motos, Lucas escorregou no asfalto, caiu e acabou sendo atingido por uma das motocicletas, que passou por cima de seu corpo. O impacto o deixou desacordado. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Vila Nova Cachoeirinha, mas não resistiu aos ferimentos. O laudo médico apontou suspeita de fratura na base do crânio.
O caso foi registrado como homicídio no 72º Distrito Policial, na Vila Penteado. Até o momento, os envolvidos não foram identificados. A morte do soldado expõe, mais uma vez, os riscos enfrentados diariamente por policiais em ações rotineiras e a gravidade das consequências da desordem no trânsito urbano, especialmente quando a sensação de impunidade transforma vias públicas em territórios sem regras.


0 Comentários