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Ocupação de agências bancárias reflete descaso público e insegurança no Boqueirão

Clientes enfrentam sujeira e medo ao tentar utilizar caixas eletrônicos tomados por moradores em situação de rua na principal avenida de Praia Grande

Registro realizado hoje, 06/01, às 7:45, mostra outro ponto da mesma agência do Itaú ocupado por morador em situação de rua, evidenciando a persistência do problema durante o horário de abertura do banco. Foto: Arquivo pessoal/MCS.

A cena que se repete na agência do Banco Itaú, localizada na Avenida Costa e Silva, no coração comercial de Praia Grande, ultrapassa o limite do aceitável e expõe uma ferida aberta na gestão do espaço público e da segurança social. O que antes era um problema restrito ao entorno das calçadas, agora avançou para o interior do autoatendimento. Clientes que precisam utilizar os serviços bancários são obrigados a dividir o espaço climatizado com indivíduos que transformaram o local em dormitório improvisado.

Área interna de caixas eletrônicos no Boqueirão é utilizada como abrigo por moradores em situação de rua, dificultando o acesso de clientes. Foto: Arquivo pessoal/MCS.

A realidade encontrada no local é de abandono. O odor fétido, o acúmulo de lixo e os vestígios de uso de substâncias químicas tornam a experiência de qualquer cidadão comum em uma jornada de receio e constrangimento. É impossível ignorar o impacto direto na vida de pessoas vulneráveis, como idosos e mulheres, que se veem intimidados ao entrar em um recinto fechado ocupado por grupos de homens em situação de vadiagem. A sensação de insegurança é legítima e o risco de abordagens agressivas é constante.

Embora a questão da habitação e do vício em entorpecentes seja um desafio complexo de saúde pública, a inércia dos órgãos competentes e do próprio sistema bancário soa como negligência. Ao permitir que um espaço privado de uso público se degrade dessa forma, o Poder Público falha em sua missão de zeladoria e assistência, enquanto a instituição financeira parece ignorar o bem-estar e a integridade de seus correntistas. A ausência de uma política de intervenção eficaz condena o centro comercial do Boqueirão a um cenário de insalubridade que afugenta investimentos e fere o direito de ir e vir do cidadão que paga seus impostos.


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