Com três mortes confirmadas e 180 vidas salvas, GBMar mantém alerta máximo em Praia Grande após homem ser tragado por correnteza no primeiro dia de 2026
![]() |
| Bombeiros do GBMar realizando patrulhamento preventivo num bote motorizado próximo à faixa de areia. Foto: Reprodução/GBMar. |
A calmaria aparente das águas de Praia Grande esconde perigos que, no primeiro dia de 2026, transformaram o lazer de uma família em uma busca desesperada. Na Vila Mirim, o que deveria ser um mergulho de renovação tornou-se um cenário de angústia. Um homem desapareceu após tentar atravessar o trecho conhecido como segundo canal, uma área onde a dinâmica das marés frequentemente surpreende até os banhistas mais confiantes. Em questão de segundos, a força da correnteza o subjugou, arrastando-o para longe da superfície antes que qualquer auxílio pudesse ser alcançado.
A mobilização do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) foi imediata. O chamado pelo telefone 193 acionou equipes de salvamento aquático e unidades de resgate que, desde então, cortam as ondas em uma operação que permanece ativa e incansável. O caso da Vila Mirim, contudo, é a face mais recente de um feriado marcado pela sobrecarga nas areias paulistas. O balanço oficial do encerramento de 2025 revela uma estatística severa: entre os dias 29 e 31 de dezembro, foram registradas 130 ocorrências de afogamento em todo o litoral.
A eficiência das equipes de salvamento garantiu que 180 vidas fossem preservadas, mas o saldo da virada de ano não foi isento de luto. Três mortes foram confirmadas no período e as buscas por desaparecidos continuam a desafiar o fôlego dos profissionais do GBMar. O mapa da periculosidade aponta o Guarujá como o epicentro das ocorrências, concentrando 48 casos em apenas três dias. Somente no dia 31, a cidade registrou 41 atendimentos, uma média que evidencia a pressão extrema sob a qual operam os guarda-vidas durante a temporada.
Logo atrás, Ubatuba registrou 34 intervenções, reforçando o estado de alerta em toda a faixa litorânea. Enquanto o movimento turístico lota as cidades da Baixada Santista, os números servem como um registro seco e factual de que a linha entre a celebração e a tragédia é tênue, especialmente quando se subestima a força dos canais e das correntes de retorno. As buscas em Praia Grande prosseguem, enquanto o litoral tenta processar um início de ano ditado pela urgência das sirenes e pelo esforço hercúleo de quem faz do mar o seu posto de combate.


0 Comentários