Câmera flagrou o impacto na Conselheiro Nébias; condutor sumiu sem prestar socorro e caso é investigado como homicídio culposo, fuga e omissão
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| Câmera de segurança registrou o momento do atropelamento na Avenida Conselheiro Nébias, em Santos. Foto: Reprodução. |
Um idoso de 89 anos morreu após ser atropelado por uma motocicleta na tarde de sábado (31), na Avenida Conselheiro Nébias, no bairro Encruzilhada, em Santos. A cena foi registrada por uma câmera de segurança. O motociclista, segundo testemunha, fugiu do local sem prestar socorro — e é esse “detalhe” que rebaixa qualquer tentativa de tratar o episódio como simples fatalidade: quando alguém escolhe acelerar e desaparecer, o que fica não é apenas a vítima no chão, mas um ato consciente de abandono.
A vítima foi atendida por equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada à Santa Casa de Misericórdia de Santos, mas não resistiu aos ferimentos. Até aqui, a cronologia é objetiva; o que pesa é o pós-impacto. Fugir significa impedir o primeiro elo de responsabilização — o socorro imediato — e apostar na velha lógica do “ninguém viu”. Só que viu: a câmera viu. E, apesar disso, o condutor ainda não foi identificado, o que escancara outro problema que raramente aparece no boletim: o intervalo entre a prova existir e a resposta do Estado funcionar.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, a ocorrência foi registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, fuga do local do acidente e omissão de socorro, no 4º Distrito Policial de Santos, responsável pelas diligências para identificar o autor. A tipificação é clara, mas a realidade é mais crua: a cidade não lida com “acidentes” quando há evasão; lida com condutas que tentam escapar da lei na marra — e cada hora sem identificação alimenta a sensação de que fugir compensa.
O vídeo de segurança deve orientar a investigação, sobretudo para localizar a motocicleta, reconstituir o trajeto de fuga e buscar imagens complementares em comércios e residências no entorno. A identificação, porém, depende de integração e celeridade: cruzamento de horários, rotas e características do veículo, além de depoimentos. Sem isso, a imagem vira apenas registro de indignação, e não instrumento de justiça.
Se você reconhece o motociclista ou a moto registrada nas imagens, procure o 4º Distrito Policial de Santos e informe data, horário aproximado e qualquer detalhe que ajude na identificação. Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais, inclusive de forma anônima.


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