Recursos estaduais e contrapartida municipal serão aplicados no desassoreamento dos rios Aguapeú e Bichoró após período crítico de chuvas
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| Prefeita de Mongaguá participa de assinatura de aditamento ao lado do governador e autoridades no Palácio dos Bandeirantes. Foto: Divulgação/Prefeitura de Mongaguá. |
Após registrar um dos períodos chuvosos mais intensos dos últimos anos, o município de Mongaguá formalizou nesta terça-feira (17) um aditamento de R$ 1 milhão em convênio com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Defesa Civil, voltado ao enfrentamento de enchentes. A assinatura ocorreu no Palácio dos Bandeirantes e prevê ainda uma contrapartida de 10% do tesouro municipal. O investimento surge como resposta direta aos alagamentos registrados entre janeiro e fevereiro, quando o volume elevado de chuvas comprometeu o sistema de drenagem urbana e levou à decretação de situação de emergência.
De acordo com a administração municipal, os recursos serão destinados prioritariamente à limpeza e ao desassoreamento dos rios Aguapeú e Bichoró, que apresentaram acúmulo significativo de sedimentos ao longo do período chuvoso. Levantamentos técnicos indicaram que a obstrução dos leitos foi determinante para o agravamento dos alagamentos, dificultando o escoamento das águas pluviais e mantendo bairros inteiros inundados por dias consecutivos.
A prefeitura estima que os trâmites administrativos necessários para início das intervenções sejam concluídos em até 30 dias. A operação contará com o emprego de maquinário especializado, incluindo uma escavadeira anfíbia, capaz de atuar diretamente nos leitos dos rios em áreas de difícil acesso. A medida busca ampliar a eficiência dos serviços e reduzir o tempo de execução das ações emergenciais.
Além das intervenções imediatas, o município aguarda a apresentação de um projeto técnico por parte do órgão estadual SP Águas, com foco na modernização do sistema de drenagem urbana. A proposta deverá considerar características geográficas específicas da região, como o relevo predominantemente plano e a influência das marés, fatores que historicamente impactam o escoamento hídrico na cidade.
Os episódios recentes de alagamentos reacenderam a necessidade de soluções estruturais para o problema, recorrente em períodos de chuvas intensas na Baixada Santista. A expectativa é de que as ações emergenciais aliadas ao planejamento técnico contribuam para reduzir a vulnerabilidade das áreas afetadas e melhorar a resposta do município diante de novos eventos climáticos.
A população acompanha a execução das medidas e os desdobramentos do convênio, especialmente quanto à aplicação dos recursos e aos resultados práticos das intervenções previstas.


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