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MP pede queda de vereadora em escândalo de “fantasma” com salário de R$ 20 mil em Praia Grande

Promotoria pede perda do mandato, suspensão dos direitos políticos e devolução de dinheiro público após investigação sobre assessora

Pedido do Ministério Público coloca mandato de vereadora de Praia Grande sob ameaça em investigação sobre suposta assessora fantasma
Pedido do Ministério Público coloca mandato de vereadora de Praia Grande sob ameaça em investigação sobre suposta assessora fantasma. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A pressão subiu no coração político de Praia Grande. O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação da vereadora Janaína Ballaris em uma ação explosiva que apura a existência de uma suposta “assessora fantasma” dentro do gabinete parlamentar.

Segundo a investigação, a servidora recebia salário bruto de aproximadamente R$ 20 mil por mês enquanto, na prática, estaria longe das funções públicas que deveria exercer. O processo aponta que, durante cerca de seis meses, a assessora teria passado parte do expediente em atividades particulares, incluindo atendimentos em escritório de advocacia, idas à academia, compras, viagens e gravação de vídeos para redes sociais.

O Ministério Público sustenta que havia omissão da parlamentar na fiscalização da funcionária e afirma que a permanência da assessora no cargo ocorreu mesmo com o inquérito civil já em andamento. A exoneração só aconteceu em julho de 2025.

Agora, a promotoria quer peso máximo. No pedido enviado à Justiça, o MP cobra a perda do mandato da vereadora, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, multa de R$ 35,4 mil e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais no mesmo período.

A ação também pede que Janaína Ballaris e a ex-assessora devolvam, juntas, os valores pagos com dinheiro público durante o período investigado.

A defesa da vereadora nega irregularidades. Os advogados afirmam que a assessora exercia funções externas ligadas ao gabinete e alegam que parte dos atendimentos era voltada a mulheres vítimas de violência doméstica, o que exigiria discrição e sigilo. A defesa também sustenta que o controle de frequência dos servidores não seria responsabilidade direta da parlamentar e classifica a denúncia como perseguição política.

Enquanto a disputa jurídica esquenta, o caso joga mais combustível sobre a crise de confiança que ronda os bastidores da política local.


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