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Mongaguá notifica dois casos suspeitos de mpox e transfere paciente para hospital de referência no Guarujá

Amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz e resultado deve sair em até quatro dias úteis; Baixada Santista já soma confirmações em Santos

Pronto-Socorro Central de Mongaguá atendeu um dos pacientes antes da transferência para unidade especializada
Pronto-Socorro Central de Mongaguá atendeu um dos pacientes antes da transferência para unidade especializada. Foto: Reprodução/Ministério da Saúde.

A Prefeitura de Mongaguá notificou, nesta quinta-feira (26), dois casos suspeitos de mpox no município. As amostras foram coletadas no mesmo dia e enviadas ao Instituto Adolfo Lutz (IAL), laboratório de referência do Estado de São Paulo. O prazo estimado para liberação dos resultados é de até quatro dias úteis. A notificação ocorre em meio ao registro de casos confirmados na Baixada Santista, incluindo dois diagnósticos recentes em Santos.

Um dos pacientes deu entrada no Pronto-Socorro Central de Mongaguá no dia 26 e, diante da extensão das lesões cutâneas, foi transferido na sexta-feira (27) para o Hospital Emílio Ribas, unidade especializada em doenças infectocontagiosas localizada em Guarujá. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o encaminhamento teve como objetivo garantir acompanhamento especializado.

A outra paciente permanece em isolamento domiciliar, sob monitoramento diário da Vigilância Epidemiológica. De acordo com a pasta, estão sendo realizados acompanhamento clínico e rastreamento de comunicantes, conforme os protocolos sanitários vigentes. A administração municipal informou que novas atualizações serão divulgadas após a conclusão dos exames laboratoriais.

No cenário estadual, dados do painel epidemiológico do governo paulista indicam 59 casos confirmados de mpox em 2026, além de um caso provável e 162 suspeitos em investigação. No mesmo período de 2025, janeiro e fevereiro somaram 126 registros confirmados no Estado. Em Santos, dois casos foram confirmados em janeiro deste ano, ambos com evolução clínica considerada satisfatória e alta médica ainda no mesmo mês.

A mpox, anteriormente chamada de monkeypox, é causada por vírus do gênero orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele e secreções, além de exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias. O período de incubação pode variar de alguns dias a até três semanas. A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas, como febre, dores no corpo e aparecimento de lesões cutâneas, procurem a unidade de referência de seu município e mantenham isolamento até a completa cicatrização das lesões.

A Secretaria de Estado da Saúde mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico e articulação com as redes municipais para identificação precoce, notificação e investigação de casos. O acompanhamento inclui testagem, rastreamento de contatos e orientação clínica.

Moradores que apresentarem sintomas compatíveis devem buscar atendimento na policlínica de referência e seguir as orientações das equipes de saúde. Atualizações sobre os casos em Mongaguá dependem da confirmação laboratorial.


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*Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização prévia do editor. Lei nº 9610/98*

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