Conhecido como “Fazendinha”, suspeito foi parado no km 18, sentido capital; PM diz que ele levava entorpecentes da Baixada Santista para São Paulo
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| Abordagem na Imigrantes terminou com a prisão de “Fazendinha”, apontado pela PM como integrante do PCC, com drogas e dinheiro dentro do carro. Foto: Divulgação/Polícia Millitar. |
Na terça-feira, 1º de abril, um homem apontado pela Polícia Militar como integrante do PCC e ligado à chamada “sintonia final” da facção foi preso na Rodovia dos Imigrantes, no km 18, sentido capital, durante uma abordagem montada após informação de inteligência sobre o transporte de drogas da Baixada Santista para São Paulo em um Volkswagen Polo branco.
Segundo a PM, o suspeito foi identificado como Genivaldo, conhecido pelo apelido de “Fazendinha”. Na revista pessoal, nada de ilícito apareceu de imediato. O flagrante veio na vistoria do carro: três tijolos de substância semelhante à pasta base de cocaína, dois invólucros com material análogo à maconha e R$ 2.670 em dinheiro. A ação contou com apoio do pelotão da Rota, e todo o material, além do veículo e do detido, foi levado ao 3º Distrito Policial de Diadema.
A ficha atribuída ao suspeito pesa. Conforme a corporação, “Fazendinha” tem antecedentes por homicídio, sequestro e cárcere privado, roubo, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa, receptação e uso de documento falso. A PM sustenta ainda que ele atua na célula chamada “sintonia final”, descrita como um núcleo de coordenação, deliberação e supervisão das atividades da facção.
O rótulo não é pequeno. Em investigações e manifestações do Ministério Público, a “sintonia final” aparece como um dos níveis estratégicos do PCC, ligado às decisões mais sensíveis da engrenagem criminosa. Em reportagens baseadas em apurações do MP, o setor é tratado como parte da estrutura que orienta e distribui ordens dentro da organização.
A prisão também joga luz sobre uma velha ferida do mapa criminal paulista: o eixo litoral-capital. Em 2025, Diadema vinha sendo usada como base de distribuição de drogas, com operações da Polícia Civil que, em dois meses, resultaram em 18 prisões e quase 180 quilos de entorpecentes apreendidos. No asfalto da Imigrantes, a suspeita agora é a mesma de sempre: a serra continua sendo corredor de passagem para o tráfico.


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