Quatro tartarugas marinhas e uma arraia foram encontradas mortas no Parque Estadual Xixová-Japuí, onde a pesca é proibida; rede foi apreendida
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| Rede de pesca ilegal foi retirada no Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente, após a morte de quatro tartarugas marinhas e uma arraia. Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental. |
A cena encontrada em uma das áreas ambientais mais sensíveis de São Vicente escancara a violência silenciosa da pesca ilegal no litoral. Quatro tartarugas marinhas e uma arraia apareceram mortas presas a uma rede instalada de forma clandestina na região da Praia de Paranapuã, dentro do Parque Estadual Xixová-Japuí, unidade de proteção integral onde esse tipo de atividade é expressamente proibido.
A descoberta ocorreu após uma denúncia encaminhada pela gestão do parque. Com a informação em mãos, a equipe do 1º Pelotão Marítimo foi até o local e encontrou, próxima às pedras, uma rede do tipo emalhe de fundo armada de maneira irregular. Presos ao petrecho, os animais já estavam sem vida.
O quadro encontrado reforça o tamanho do estrago provocado por esse tipo de crime ambiental. Em vez de atingir apenas alvos específicos, a rede transforma o mar em armadilha e captura indiscriminadamente espécies que deveriam estar protegidas. Em uma área criada justamente para preservar a fauna e os ecossistemas costeiros, o resultado foi mais uma vez devastador.
Após a constatação, os agentes retiraram a rede da água e recolheram os animais para impedir que outros exemplares fossem atingidos. Com apoio do Grupamento de Bombeiros Marítimo, o material e os corpos dos animais foram encaminhados ao Instituto Gremar, onde passarão por análise técnica e científica.
Também foi verificado que a rede não tinha qualquer identificação, e nenhum responsável foi localizado no local. A ausência de autoria imediata não diminui a gravidade do caso: o uso de petrecho de pesca em área protegida, sem controle e sem identificação, amplia o rastro de destruição e dificulta a responsabilização.
A rede, com aproximadamente 100 metros de comprimento, foi apreendida. O caso gerou registro ambiental e notícia-crime. O material será destinado à destruição e reciclagem, enquanto os animais servirão para estudos e ações de educação ambiental, num retrato duro do preço cobrado pela ação humana sobre a vida marinha.


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