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Sangue, armas e trincheiras: operação da PM termina com dois mortos no Morro da Vila Júlia, em Guarujá

Incursão contra o tráfico acabou em confronto, apreensão de fuzil, pistolas com numeração raspada, drogas e demolição de estruturas

Movimentação policial no Morro da Vila Júlia terminou com dois mortos, armas apreendidas e destruição de estruturas usadas para sustentar a atuação do tráfico em Guarujá
Movimentação policial no Morro da Vila Júlia terminou com dois mortos, armas apreendidas e destruição de estruturas usadas para sustentar a atuação do tráfico em Guarujá. Foto: Reprodução/Divulgação/Polícia Militar.

A manhã desta terça-feira amanheceu tensa no Morro da Vila Júlia, em Guarujá. Uma operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas terminou com dois homens mortos após confronto armado dentro da comunidade, cenário já marcado por barricadas, trincheiras e vigilância montada para monitorar a chegada das forças de segurança.

As equipes avançavam pela região quando, segundo a versão oficial, foram surpreendidas por suspeitos armados. Houve reação imediata. Dois homens foram baleados. O atendimento de urgência chegou a ser acionado, com motolância e unidade de suporte avançado, mas os óbitos foram confirmados ainda no local. Um terceiro suspeito foi conduzido após a ação.

O que apareceu depois do tiroteio ajuda a medir o peso do território em disputa. Os policiais apreenderam um fuzil, uma pistola calibre 9 milímetros com numeração raspada, uma pistola calibre .380 também sem identificação, rádios comunicadores, dinheiro em espécie, um caderno com anotações do tráfico e porções de crack, cocaína, maconha e lança-perfume.

A operação foi executada pelo 21º BPM/I e, de acordo com a corporação, seguiu as diretrizes do novo Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Na prática, o alvo era uma área apontada como ponto de domínio criminoso estruturado, com obstáculos montados para dificultar a entrada do poder público e um sistema de comunicação usado para vigiar a movimentação policial.

Depois do confronto, estruturas descritas como trincheiras foram demolidas. A medida foi apresentada como parte de uma ação de engenharia de segurança voltada a desmontar a proteção territorial mantida pelos criminosos.

O episódio ocorre poucos dias após policiais da mesma equipe de Força Tática terem sido alvo de uma tentativa de homicídio na mesma região, no último dia 4 de abril. O novo confronto escancara o grau de tensão permanente em um trecho da cidade onde a presença do crime e a resposta armada do Estado seguem se encontrando no limite.

A ocorrência foi registrada na Delegacia Sede de Guarujá como morte decorrente de intervenção policial. Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar, de forma oficial, as circunstâncias da ação.


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