Tenente-coronel foi preso preventivamente sob suspeita de integrar esquema de segurança ligado a empresa investigada por conexão com o PCC
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| Prisão de tenente-coronel da PM amplia investigação sobre esquema de segurança privada ligado a empresa de ônibus sob suspeita de conexão com o PCC. Foto: Reprodução. |
Uma prisão que sacode os bastidores da segurança pública paulista colocou um tenente-coronel da Polícia Militar no centro de uma investigação que mistura policiais, empresas de ônibus sob suspeita e uma estrutura apontada como mecanismo para dar aparência legal a pagamentos milionários.
José Henrique Martins Flores foi preso preventivamente e levado ao Presídio Militar Romão Gomes após decisão da Justiça Militar. A medida ocorre no avanço de uma apuração que investiga um grupo acusado de prestar segurança privada a dirigentes da Transwolff, empresa que é alvo de investigações por suposta lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta que o oficial teria participado da criação e administração de uma empresa de segurança utilizada para emitir documentos e formalizar pagamentos relacionados aos serviços prestados aos empresários investigados.
Segundo as apurações, embora familiares de um dos envolvidos aparecessem oficialmente como proprietários do negócio, a administração efetiva estaria sob controle do tenente-coronel. Relatos colhidos pelos investigadores, além de registros de câmeras de monitoramento, reforçariam a suspeita de que ele mantinha participação direta nas operações da empresa.
O caso também envolve outros três policiais militares — um capitão, um sargento da ativa e um sargento da reserva — presos desde fevereiro durante a Operação Kratos. A investigação sustenta que o grupo organizava escalas de proteção particular para empresários e recrutava outros agentes para atuar nos serviços.
Os contratos de segurança teriam começado com pagamentos superiores a R$ 30 mil mensais e ultrapassado R$ 44 mil em 2025. O aumento ocorreu mesmo após operações que já investigavam possíveis vínculos das empresas de transporte com o crime organizado.
Os denunciados respondem por acusações que incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e exercício irregular de atividade comercial por oficiais da corporação. O processo segue em análise pela Justiça Militar, e os investigados terão direito à ampla defesa durante a tramitação do caso.

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