Operação da Dise descobriu depósito clandestino abastecido por um "bunker" no quintal da casa e apreendeu mais de 2,3 mil porções de drogas prontas para venda
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| Tonel enterrado no quintal escondia milhares de porções de drogas e revelou a estrutura usada para abastecer o tráfico em Itanhaém. Foto: Divulgação/Polícia Civil. |
O que parecia ser apenas mais um quintal escondia uma estrutura usada para manter o tráfico funcionando a todo vapor em Itanhaém. Um tonel enterrado revelou um verdadeiro depósito clandestino de entorpecentes e terminou com a prisão de um homem, de 25 anos, e de uma jovem, de 18, durante uma operação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), na manhã desta terça-feira (4).
A investigação apontava que um imóvel, no bairro Oásis, era utilizado como ponto de venda. Durante o monitoramento, os policiais identificaram uma movimentação intensa, marcada por rápidas aproximações, trocas de objetos e saídas imediatas, comportamento característico da comercialização de drogas.
Na abordagem, os agentes encontraram com a suspeita diversas porções de maconha e cocaína já separadas para venda, além de dinheiro em espécie. A descoberta abriu caminho para uma segunda etapa da operação.
Os investigadores seguiram até outra residência, no bairro Suarão, apontada como centro de abastecimento do esquema criminoso. Foi no quintal desse imóvel que surgiu a principal surpresa da ação: um tonel enterrado utilizado para esconder uma grande quantidade de drogas longe dos olhos de quem passava pela rua.
Dentro do recipiente estavam 36 pacotes de flor de maconha, 13 microtubos de skunk, 1.420 porções de maconha, 451 porções de cocaína e 392 porções de crack, todas embaladas e prontas para distribuição. Também foram apreendidos dois celulares e um caderno com anotações relacionadas ao controle da atividade criminosa.
Durante a consulta aos registros policiais, a equipe verificou que a jovem já possuía antecedente por tráfico de drogas. Os dois suspeitos foram levados à sede da Dise, tiveram a prisão em flagrante confirmada e, após os procedimentos legais, seguiram para o sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer a dimensão da estrutura responsável pelo abastecimento do tráfico de drogas na região.

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