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Caixa trava na Baixada: bancários cruzam os braços e greve não tem hora para acabar

Funcionários rejeitaram proposta e entraram em paralisação por tempo indeterminado nas nove cidades da região; no Banco do Brasil, acordo foi aprovado

Funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado na Baixada Santista após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco
Funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado na Baixada Santista após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A greve está na rua. Funcionários da Caixa Econômica Federal na Baixada Santista cruzaram os braços e entraram em paralisação por tempo indeterminado, colocando o atendimento bancário presencial sob pressão em toda a região.

O movimento começou na quinta-feira (10), depois de uma assembleia realizada na noite anterior pelo Sindicato dos Bancários de Santos e Região. Os empregados rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa e decidiram endurecer a mobilização.

No centro da queda de braço está o Saúde Caixa, plano de assistência dos funcionários, além de reivindicações relacionadas à valorização profissional e ao acordo coletivo de trabalho.

A orientação sindical é de paralisação das atividades. Isso alcança não apenas o atendimento nas agências, mas também rotinas operacionais, acesso aos sistemas corporativos e trabalho em home office.

A mobilização envolve a base sindical formada por Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

Enquanto a Caixa enfrenta a greve, o clima tomou outro rumo no Banco do Brasil.

Os funcionários do BB na Baixada analisaram a proposta apresentada pela instituição e aprovaram o acordo, afastando a paralisação na região. Entre os pontos acertados estão um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para cerca de 71,5 mil empregados, condicionado a indicadores de adimplência, além do adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para a Cassi.

O pacote também prevê ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias, reajuste do auxílio destinado a filhos com deficiência e pagamento da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados ainda em setembro.

Assim, a campanha salarial abriu dois caminhos na Baixada: enquanto o Banco do Brasil fechou acordo, na Caixa a negociação virou greve — e, por enquanto, sem data para acabar.


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