Últimas Notícias

8/recent/ticker-posts

Protocolo trava tratamento entre UPAs e expõe curto-circuito na saúde de Praia Grande

Paciente com antibiótico prescrito por cinco dias no Quietude teve de escolher entre passar por outra consulta ou ficar sem a aplicação no Samambaia; episódio ocorre em plena nova gestão de quase R$ 21 milhões mensais no Complexo Irmã Dulce

UPA Samambaia integra o Complexo Hospitalar Irmã Dulce, atualmente administrado pela empresa pública municipal EMPES; episódio envolvendo continuidade de tratamento coloca integração e protocolos da rede sob questionamento
UPA Samambaia integra o Complexo Hospitalar Irmã Dulce, atualmente administrado pela empresa pública municipal EMPES; episódio envolvendo continuidade de tratamento coloca integração e protocolos da rede sob questionamento. Foto: Reprodução.

Era para ser apenas a segunda aplicação de um antibiótico. Virou uma peregrinação pela saúde pública de Praia Grande.

Um paciente com infecção urinária, dor e inchaço testicular procurou a UPA Quietude no domingo. Após avaliação médica, recebeu prescrição de um antibiótico de uso hospitalar por cinco dias e tomou a primeira dose na própria unidade.

Na segunda-feira, ainda com dores, decidiu procurar a UPA Samambaia, mais próxima de sua residência, para continuar o tratamento.

Não conseguiu.

A orientação recebida foi de que seria necessária uma nova consulta médica. Só depois dessa reavaliação outro profissional decidiria se manteria ou não o medicamento prescrito no dia anterior.

O paciente recusou repetir a consulta e levou o impasse à Secretaria de Saúde. Uma servidora tentou intermediar a situação, mas a resposta permaneceu a mesma: sem nova avaliação médica no Samambaia, nada de aplicação.

Protocolos nacionais de segurança tratam a passagem de pacientes entre serviços como um ponto crítico e recomendam a conciliação dos medicamentos para avaliar se tratamentos devem ser mantidos ou suspensos. No episódio, porém, essa checagem não ocorreu diretamente entre as unidades. O paciente acabou colocado novamente no início do fluxo assistencial.

O caso ganha peso porque o Samambaia integra o Complexo Hospitalar Irmã Dulce. A antiga gestora, Biogesp, teve o contrato rescindido após mais de 100 notificações relacionadas a irregularidades apontadas pela própria Prefeitura. Em julho, a recém-criada EMPES assumiu o complexo. O contrato prevê quase R$ 21 milhões por mês durante cinco anos.

A Prefeitura também anunciou consultoria especializada para revisar protocolos, fluxos e processos assistenciais do Irmã Dulce.

A nova gestão nasceu prometendo eficiência, integração e continuidade. No balcão, porém, o teste é bem mais simples: fazer uma prescrição emitida dentro da própria rede chegar à unidade seguinte sem transformar o tratamento em mais um problema para quem já chegou doente.


#PraiaGrande #UPASamambaia #UPAQuietude #Saúde #SaúdePública #SUS #EMPES #HospitalIrmaDulce #BaixadaSantista #Atendimento #GestãoPública

*Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização prévia do editor. Lei nº 9610/98*
"Este espaço é privado e não público, portanto seu uso é um privilégio e não um direito."

Postar um comentário

0 Comentários