Vindo da África do Sul, o Buenavista perdeu o prazo, embaralhou o calendário e agora carrega a promessa de 900 mil passageiros e R$ 1,5 bilhão para a Baixada
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| Buenavista, da Corazul, estreia no Brasil com atraso e inaugura a temporada de cruzeiros no Porto de Santos. Foto: Reprodução. |
O calendário mandou. O mar discordou.
O Buenavista, navio da espanhola Corazul, deveria estar atracado em Santos desde o dia 20 de outubro. Não estava. O atraso no deslocamento desde a África do Sul empurrou a largada da temporada de cruzeiros 2026/2027 de 23 para 30 de outubro e obrigou o terminal a refazer as contas.
A estreia já tinha sido antecipada. Era para ser em 6 de novembro, virou 23 de outubro, e agora fica para o dia 30. Do tamanho da encrenca, ninguém reclama: são 260 metros de casco, 13 decks, 939 cabines, mais de 2 mil hóspedes e 889 tripulantes. É a primeira vez que a companhia opera no Brasil, e ela entra com um único navio.
Quem administra o Terminal Marítimo de Passageiros, o Concais, ajustou a agenda. O porto agora espera 163 escalas em 102 dias de operação, de 30 de outubro a 4 de abril, com dez navios na fila. O Buenavista responde por 39 delas. Os roteiros duram de três a sete noites, com Santos como porto-base e embarques também no Rio de Janeiro.
Na ponta do lápis, a expectativa é de cerca de 900 mil passageiros e R$ 1,5 bilhão movimentados pela cidade e pelas demais paradas. Para tentar compensar o tropeço, a companhia avalia um cruzeiro de apresentação só para convidados, entre os dias 28 e 30, com o navio ainda amarrado no cais.
A temporada que deveria abrir com pontualidade de relógio suíço abre com o casco ainda chacoalhando do Atlântico. Santos esperou uma semana. Agora o negócio é ver se o gigante entrega o que o calendário prometeu.


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