Investigação aponta mais de 120 remessas suspeitas de drogas em compras pela internet; Operação cumpriu mandados, apreendeu armas e cerca de R$ 270 mil
O pacote parecia uma compra comum pela internet. Mas, escondido dentro de eletrodomésticos, o haxixe seguia caminho até consumidores da Grande São Paulo. A engrenagem suspeita agora está na mira de uma operação policial que alcançou cidades paulistas, incluindo Praia Grande, além de municípios do Paraná e de Santa Catarina.
Batizada de Operação Yellow Code, a ofensiva foi deflagrada na quinta-feira (15), para investigar uma organização suspeita de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. As apurações indicaram que aparelhos como fornos elétricos e bebedouros eram utilizados para esconder entorpecentes durante o transporte.
O caminho das encomendas chamou a atenção dos investigadores. As remessas suspeitas partiam de Foz do Iguaçu, no Paraná, e apresentavam um padrão recorrente: uma mesma vendedora aparecia ligada a cerca de 120 envios sob suspeita. A investigação começou em setembro de 2025, após alertas sobre entregas consideradas suspeitas.
A ofensiva incluiu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em diferentes cidades. Durante as diligências, foram encontrados drogas, armas de fogo e aproximadamente R$ 270 mil em dinheiro. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, medida que pode alcançar R$ 5 milhões, além do sequestro de veículos relacionados à apuração.
O dinheiro também entrou no centro das suspeitas. Relatórios financeiros identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada de investigados. Transferências fracionadas, uso de empresas de fachada e possíveis intermediários são elementos apurados para esclarecer como os valores obtidos com a atividade criminosa teriam sido ocultados.
A investigação busca dimensionar a participação de cada envolvido, rastrear o patrimônio relacionado ao grupo e identificar possíveis integrantes ainda não alcançados pela operação.


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