Chefe administrativa foi exonerada após suspeitas; Corregedoria da Polícia Penal investiga o caso e o valor do possível prejuízo ainda não foi confirmado
Um possível rombo milionário nas contas de uma penitenciária feminina colocou a administração do sistema prisional paulista sob investigação. O caso envolve a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na zona norte da capital, onde uma servidora que chefiava o setor administrativo perdeu o cargo de confiança após suspeitas de irregularidades financeiras.
O valor que circula nos levantamentos sobre o caso assusta: pelo menos R$ 4 milhões. A quantia, porém, ainda não foi confirmada oficialmente pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que abriu uma apuração para esclarecer o destino dos recursos e dimensionar o possível prejuízo.
A servidora investigada é concursada e estava originalmente lotada em uma unidade prisional de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Ela havia sido designada para uma função de confiança em Sant’Ana, onde tinha atribuições que incluíam a gestão de compras, o controle financeiro, a administração de pessoal e outras atividades internas.
Era uma posição estratégica, com acesso à rotina administrativa e ao fluxo de despesas da unidade. Agora, são justamente as movimentações financeiras que estão no centro das apurações.
O caso chegou ao conhecimento da secretaria após apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e levantamentos realizados pela própria penitenciária e pela coordenadoria regional. A partir desses indícios, a Corregedoria da Polícia Penal assumiu a investigação.
Informações divulgadas sobre o episódio apontam que os valores suspeitos teriam sido destinados a empresas supostamente inexistentes. Essa hipótese ainda precisa ser esclarecida pelos investigadores, assim como o montante efetivamente envolvido e o caminho percorrido pelo dinheiro.
Além de ser exonerada da função de confiança, a servidora pediu exoneração do cargo público efetivo, mas o pedido teria sido negado. Ela também solicitou licença médica e permanece afastada.
Até o momento, não há confirmação oficial do total do possível desfalque nem conclusão definitiva sobre as responsabilidades individuais. A investigação terá de esclarecer como as operações ocorreram, quem pode ter sido beneficiado e se houve falhas nos mecanismos de controle.
Em uma unidade onde a administração dos recursos sustenta o funcionamento diário do sistema prisional, a suspeita de um prejuízo dessa dimensão coloca uma pergunta inevitável no centro do caso: como movimentações dessa natureza teriam ocorrido sem que os controles internos impedissem ou detectassem o problema antes?
A resposta depende do avanço da apuração. O que já está em curso é uma investigação sobre possíveis irregularidades financeiras em uma estrutura pública que exige controle rigoroso de cada despesa.


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