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Horror cirúrgico: Médico preso em SP é acusado de perfurar órgãos e causar 42 mortes

 Cirurgião João Batista do Couto Neto foi detido em Caçapava, após investigações revelarem uma série macabra de erros médicos no Rio Grande do Sul

Médico-cirurgião João Batista do Couto Neto é detido durante atendimento pelo SUS, em Caçapava, SP, acusado de 140 erros médicos e 42 mortes.

Uma trama de horror e negligência médica abala o cenário da saúde brasileira com a prisão do médico-cirurgião João Batista do Couto Neto, de 46 anos, na última quinta-feira (14), na tranquila cidade de Caçapava, interior de São Paulo. O profissional é acusado de um nefasto histórico de 140 erros médicos, resultando na morte de 42 pacientes no Rio Grande do Sul. As investigações revelam um cenário aterrador de procedimentos inadequados, descaso e ganância.

Investigação Revela Rastro de Morte

O pesadelo começou a vir à tona após denúncias dos próprios pacientes no Rio Grande do Sul. O delegado Tarcísio Kaltbac, responsável pela investigação, destaca que as denúncias relatam 140 ocorrências de erros médicos, incluindo casos de infecção generalizada, trombose, embolia pulmonar e até demência após procedimentos realizados pelo cirurgião em Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre.

A polícia destaca que Couto Neto, durante suas cirurgias, acabava perfurando órgãos distintos, enquanto testemunhas relatam um tratamento negligente com pacientes que apresentavam complicações pós-operatórias. O número alarmante de até 25 cirurgias em um único turno levanta suspeitas sobre a motivação financeira, impedindo o profissional de oferecer o tratamento adequado aos pacientes.

Crimes em Série: Cirurgias Sem Autorização e Cobranças Irregulares

As investigações apontam que o médico realizava cirurgias de hérnia, vesícula e refluxo, muitas delas sem a devida autorização dos pacientes. Um caso chocante revela que Couto Neto teria cobrado pela retirada do útero de uma paciente com endometriose, sem, no entanto, realizar o procedimento. Os três primeiros indiciamentos do médico referem-se às mortes de dois homens e uma mulher.

Fuga para São Paulo: Cirurgião Atua em Órgãos Públicos e Filantrópicos

A prisão preventiva do médico foi decretada após acusações de homicídio doloso, enquanto ele trabalhava no Hospital Municipal de Caçapava. Surpreendentemente, Couto Neto conseguiu se registrar no Conselho Regional de Medicina de São Paulo em fevereiro de 2023, mesmo respondendo a inquéritos. Ele atuou como autônomo ou terceirizado em diversos órgãos públicos, incluindo o Hospital de Caçapava, AMA Sacomã, e hospitais Mandaqui, Ipiranga, Pio 12 e São Francisco de Assis.

O médico, proibido pela Justiça de realizar cirurgias por seis meses em dezembro do ano passado, continuou atuando em procedimentos não cirúrgicos, como intubações e colocação de dreno de tórax, desafiando as restrições judiciais. Nas redes sociais, ostentava a marca macabra de mais de 25 mil cirurgias realizadas, enquanto pacientes sofriam as consequências de seus atos.

Defesa Contesta Prisão: "Sem Fundamento e Intimidatória"

Os advogados de Couto Neto alegam que a prisão é injustificada e planejam entrar com um pedido de habeas corpus. Brunno de Lia Pires, advogado do médico, afirma que "qualquer jurista vê que essa prisão não tem qualquer fundamento. Prisão preventiva é quando há risco de fuga ou ameaça a testemunhas, o que não existe." O Hospital Regina, onde Couto Neto atuava no Rio Grande do Sul, declarou ter acolhido prontamente as reclamações dos pacientes, encaminhando uma delas à Comissão de Ética do corpo clínico.

O caso chocante continua a se desdobrar, revelando um cenário de terror que assombra a medicina brasileira.



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