MC Kisha relata violência física durante abordagem na Estação da Luz, enquanto CPTM alega tumulto no trem e agressão a funcionária
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| Violência sem justificativa: imagem chocante mostra agente de segurança da CPTM agredindo MC Kisha durante abordagem na Estação da Luz. |
A controvérsia começou quando MC Kisha e seu grupo de amigas foram abordadas pelos vigilantes enquanto realizavam suas performances artísticas nos vagões da Linha 7-Rubi. Segundo a versão da artista, a abordagem ocorreu de maneira truculenta, sem qualquer justificativa plausível. Em vídeos publicados nas redes sociais, é possível constatar o momento em que a jovem é agarrada pelos cabelos e agredida por uma agente de segurança, enquanto tentava argumentar sua inocência.
Por outro lado, a CPTM emitiu uma nota oficial justificando a ação de seus agentes, alegando que o grupo de mulheres, no qual MC Kisha estava inserida, estava tumultuando a viagem e prejudicando os demais passageiros. A companhia afirmou que a abordagem se deu de forma protocolar, solicitando que as passageiras desembarcassem do vagão. Segundo a versão da empresa, a situação teria escalado quando uma das jovens agrediu uma vigilante.
Alegações conflitantes pairam sobre o episódio, deixando uma série de questionamentos no ar. Seria legítima a ação dos agentes de segurança diante do suposto tumulto causado pelo grupo de jovens? Ou teria sido um caso de abuso de autoridade por parte dos vigilantes da CPTM? São questionamentos que exigem respostas imediatas e investigação minuciosa.
O caso foi registrado pelo 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, como lesão corporal, e os envolvidos foram encaminhados para exames no Instituto Médico Legal (IML). As autoridades competentes conduzem as investigações para esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades de cada parte envolvida.
Enquanto isso, a população paulistana clama por justiça e transparência. A segurança pública nos transportes coletivos não pode ser pretexto para violações dos direitos individuais e agressões injustificadas. É necessário que as empresas responsáveis pela operação dos trens e metrôs assumam a responsabilidade de garantir um ambiente seguro e respeitoso para todos os usuários, sem distinção.
A denúncia feita por MC Kisha é mais um alerta para a necessidade urgente de revisão das políticas de segurança e treinamento dos agentes que atuam nos transportes públicos de São Paulo. O abuso de poder não pode ser tolerado, e os culpados devem ser responsabilizados conforme a lei. Que este episódio sirva de reflexão e incentivo para medidas efetivas de combate à violência e à impunidade em nossa sociedade.


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