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Anvisa bane azeite de origem desconhecida e manda recolher lote de sal grosso; doce de leite é suspenso por falhas graves

Decisões publicadas no Diário Oficial atingem produto vendido online e itens com irregularidades de rotulagem e composição; consumidor deve interromper o uso e checar lote e data de fabricação

Pote de doce de leite, vidro de azeite e pacote de sal ilustram produtos alvo de restrições e proibição anunciadas pela Anvisa. Foto: Ilustração.

A prateleira — física ou virtual — voltou a expor uma fragilidade que costuma passar despercebida até virar alerta oficial: quando a procedência e o controle falham, o risco deixa de ser hipótese e vira ato administrativo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição total da comercialização, distribuição, fabricação e consumo do azeite de oliva extravirgem da marca Terra das Oliveiras, apontando origem desconhecida e venda por meio de loja online na Shopee.

Segundo a agência, o problema não se limita ao rótulo: a empresa JJ-Comercial de Alimentos, que aparece como importadora, está extinta. Na prática, isso embaralha a rastreabilidade — o caminho do produto do suposto fabricante até a mesa — e coloca o consumidor diante de um item sem lastro verificável. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Além do azeite, a Anvisa também impôs restrições a dois alimentos populares do dia a dia, com determinações que envolvem suspensão e recolhimento. O sal grosso da marca Marfim, lote 901124, fabricado pela empresa M Gomes Praxedes, foi suspenso após reprovação em teste de teor de iodo considerado insatisfatório. A decisão estabelece que o lote deve ser recolhido, evidenciando um ponto sensível: quando um requisito básico não é atendido, não é o consumidor quem deve “avaliar” se dá para usar — o produto sai de circulação.

Já o doce de leite em pedaços da marca São Benedito, da empresa JF Indústria Comercio de Doces e Laticínios, com data de fabricação de 25 de junho de 2025, foi alvo de suspensão de comercialização, distribuição e consumo. De acordo com a Anvisa, o lote não estava identificado e ainda houve reprovação no teste de ácido sórbico, conservante utilizado para evitar a deterioração por microrganismos. Em nota, a São Benedito informou que, assim que notificada, colaborou com os órgãos competentes e ajustou processos internos para garantir que cada pote chegue “100% dentro dos padrões”. A empresa também afirmou que preza pela tradição e ressaltou que o uso do conservante tem a finalidade de assegurar um alimento seguro. As demais citadas não se manifestaram.

Para o consumidor, a orientação é direta e sem margem para aposta: quem comprou o azeite Terra das Oliveiras deve suspender o uso imediatamente, já que não há garantia de procedência. No caso do sal Marfim e do doce São Benedito, a recomendação é conferir com atenção os dados na embalagem. Se o sal for do lote 901124, ou se o doce de leite tiver fabricação em 25/06/2025, o indicado é contatar o fabricante para troca.


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