Investigação sobre "casa-bomba" terminou com trio preso e apreensão de quilos de drogas enterradas no quintal de residência monitorada
![]() |
| Materiais apreendidos pela Polícia Civil, incluindo drogas fracionadas, tijolos de maconha e balanças, são exibidos na Delegacia de Itanhaém após a operação. Foto: Divulgação/Policia Civil. |
A Rua Professor Walter Arduíno, em Itanhaém, escondia uma engrenagem fundamental para o abastecimento do tráfico. Na última sexta-feira, uma operação cirúrgica da Polícia Civil transformou o monitoramento discreto em uma ofensiva direta contra uma "casa-bomba" — termo policial utilizado para definir locais que servem simultaneamente como laboratório, depósito e centro de distribuição de entorpecentes.
A vigilância sobre o imóvel já estava estabelecida. Os investigadores aguardavam o momento exato para agir, baseados em informações sólidas sobre a manipulação de substâncias ilícitas no endereço. A confirmação veio quando um homem de 37 anos, figura já conhecida nos registros policiais, aproximou-se da residência. Ao perceber a presença da equipe, o suspeito ignorou qualquer tentativa de diálogo e iniciou uma fuga desesperada para o interior do imóvel, levando os policiais diretamente ao epicentro da atividade criminosa.
No interior da cozinha, a cena era de uma linha de produção industrial. O fugitivo foi detido ao lado de outro homem, também de 37 anos, e de uma mulher de 48 anos. O trio estava cercado por porções de maconha recém-embaladas, eppendorfs carregados com cocaína e crack, além de centenas de embalagens vazias e balanças de precisão. O cenário expunha a rotina mecânica de quem prepara a droga para o consumo final nas ruas.
Entretanto, o coração do depósito não estava à vista. Ao vasculharem o quintal, os investigadores descobriram que a terra escondia o maior volume do estoque. Enterrados, foram localizados blocos compactos de maconha, sacos de cocaína e porções de pasta-base. A diversidade e a quantidade do material — somando mais de 1,7 kg de maconha e quase meio quilo de cocaína pura — indicam que o local não era um ponto de venda comum, mas um centro logístico de rotatividade.
Além dos entorpecentes, as autoridades apreenderam anotações de contabilidade do tráfico, petrechos de fracionamento e uma espingarda de pressão. O farto material e a organização do ambiente não deixaram dúvidas sobre o caráter profissional da operação ilícita. O flagrante foi formalizado na Delegacia de Itanhaém, onde o trio permanece à disposição da Justiça.


0 Comentários