De lazer a pesadelo no Canto do Forte: empresário é agredido por segurança e corre risco de lesão na visão após desentendimento em quiosque
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| Fachada do quiosque no bairro Canto do Forte, onde o fluxo intenso de clientes e filas marca a rotina noturna da orla de Praia Grande. Foto: Reprodução. |
Um desentendimento burocrático por causa de uma pulseira de consumo terminou em violência física e investigação policial no último sábado. O cenário foi o bairro Canto do Forte, um dos pontos mais valorizados de Praia Grande, onde o lazer de fim de semana deu lugar ao atendimento médico de urgência.
Um empresário de 55 anos, que recebia um amigo vindo de São Paulo para uma noite de descontração, viu o encontro ser interrompido de forma bruta por volta das 23h. O pivô da discussão foi o sistema de controle de consumo do quiosque Império Espeto Bar Forte. Segundo o relato oficial, o amigo da vítima teria se desfeito de sua comanda individual, em formato de pulseira, sob o argumento de que todos os itens consumidos haviam sido registrados diretamente no controle do empresário.
A tentativa de resolver o impasse administrativo no caixa tornou-se o gatilho para o conflito. Diante da impossibilidade relatada pela funcionária em localizar os dados pelo CPF do cliente, a situação escalou. O desfecho foi um soco no olho direito do empresário, desferido por um segurança do estabelecimento. O impacto foi forte o suficiente para lançar o homem ao chão, causando preocupações médicas imediatas, incluindo o risco de descolamento de retina.
A Polícia Militar foi acionada, mas ao chegar ao local, o autor da agressão já havia fugido. A Secretaria de Segurança Pública confirmou que o agressor ainda não foi identificado formalmente. Enquanto o empresário busca exames clínicos para avaliar a extensão dos danos à sua visão, o quiosque se defende através de nota, alegando que o cliente teria iniciado a confusão e que o segurança agiu para contê-lo.
A Polícia Civil agora conta com imagens das câmeras de monitoramento do local para esclarecer as versões conflitantes apresentadas durante a ocorrência. Embora o estabelecimento tenha apresentado documentação de funcionamento regular para o ano de 2026, o caso levanta o debate sobre o preparo das equipes de segurança privada que atuam na orla da Baixada Santista e os limites do uso da força em disputas de consumo.


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