Agente de folga foi detido em flagrante após briga durante apresentação sertaneja; quatro pessoas ficaram feridas na confusão
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| Multidão lota o recinto do Estação Verão Show momentos antes do incidente que interrompeu a tranquilidade do festival em Praia Grande. Foto: Reprodução. |
A noite de celebração no Estação Verão Show, em Praia Grande, terminou em cenário de caos e violência nesta sexta-feira (16). No encerramento da apresentação da dupla Zé Neto e Cristiano, um desentendimento entre dois policiais militares culminou em disparos de arma de fogo efetuados no meio da multidão. O autor dos tiros, um PM lotado no município de Itanhaém que estava de folga, foi contido pela Guarda Civil Municipal e preso em flagrante.
O episódio levanta um debate latente sobre a segurança em eventos de massa e os limites do porte de arma por agentes de segurança em momentos de lazer. Embora a Lei 10.826/2003 respalde o direito de policiais portarem armamento mesmo fora de serviço, o incidente expõe a vulnerabilidade do público diante de conflitos interpessoais envolvendo profissionais treinados para garantir a ordem, mas que, neste caso, tornaram-se os agentes do desequilíbrio.
Pelo menos quatro espectadores ficaram feridos e precisaram de atendimento médico urgente. Segundo boletins das unidades de saúde locais, duas vítimas receberam alta após tratamentos para ferimentos leves, enquanto outras duas permanecem internadas em estado estável. Felizmente, não há registro de óbitos, apesar do potencial letal da conduta em um ambiente com recorde de público.
A organização do evento se manifestou classificando o ocorrido como uma ocorrência isolada, destacando que o festival possui nove anos de história sem incidentes desta natureza. A estrutura conta com monitoramento por câmeras, reconhecimento facial e um efetivo de 200 seguranças, além do apoio de forças públicas. No entanto, o rigor das revistas e a tecnologia de ponta mostraram-se insuficientes para conter a impulsividade de um indivíduo amparado por prerrogativas legais de porte.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes e da Corregedoria da Polícia Militar. O episódio deixa uma marca negativa na temporada de verão da Baixada Santista, reforçando a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a presença de armas em locais de aglomeração e consumo de álcool, independentemente do cargo ocupado pelo portador.


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